Lahésio Bonfim diz que não será o candidato do presidente Bolsonaro, mas de todos maranhenses | Maranhão Hoje

Lahésio Bonfim diz que não será o candidato do presidente Bolsonaro, mas de todos maranhenses

Pré-candidato diz que não vai nacionalizar debate

A revista Maranhão Hoje que está nas bancas traz como principal destaque uma entrevista com o ex-prefeito de São Pedro dos Crentes e pré-candidato a governador do Maranhão pelo PSC, Lahésio Bonfim. Ele promete, se eleito, criar um ambiente de prosperidade para empreendedores locais e atrair empresas de outros estados e países. Isto fará com que haja aumento de receita, geração de empregos e a roda da economia girará com mais velocidade.

O pré-candidato disse que há alguma coisa de errado no Maranhão, pois o estado tem uma das cargas tributárias mais pesadas do país, porém não consegue transformar isso em geração de riqueza, tanto que os maiores investimentos do poder público tem sido construção de restaurantes populares, sinal de que o povo está passando dificuldades e não tem nem como comprar comida.

Nesta entrevista a Maranhão Hoje, ele fala de como nasceu sua pré-candidatura e o que tem em mente para fazer como governador. Confira os principais trechos:

As pesquisas de opinião indicam que o Maranhão é um dos estados onde o presidente Jair Bolsonaro tem maior rejeição, mas, mesmo assim, o senhor se apresenta como candidato dele. Isto não atrapalha a sua campanha?

– Não é assim. Minha pré-candidatura não é ligada a ele a nenhum outro político. Eu quero ser um candidato ligado ao eleitor maranhense. Meu cordão umbilical não está ligado a uma grande liderança nacional, e eu respeito a individualidade de todos os eleitores, quem vai votar no Lula, quem vai votar no Ciro, quem queria votar no Doria… A única coisa que peço é que respeitem também o meu direito de ter minha opção, no momento que estiver diante da urna, pois eu vou votar num candidato que sigo há muito tempo, não por oportunismo de agora, que é o presidente Jair Bolsonaro. Eu também não posso perder o foco, pois os grandes problemas, as grandes questões que podem balizar minha campanha estão no Maranhão e não em disputa nacional. Aqui é o estado mais pobre da Federação, com maior número de desempregados, maior concentração de analfabetos, e essas pessoas podem votar em Bolsonaro, em Lula, em Ciro, e em mim, já que minha candidatura dá esperança a todos.

Sua campanha então estará desvinculada da disputa presidencial?

– Nós não vamos polarizar debate nacional, como os meus adversários querem transformar a disputa local, mas nos problemas do Maranhão. Eles querem nacionalizar o debate, só que eu não vou entrar nesse joguinho. Eu sou pré-candidato de todos os segmentos, e sendo assim aqui ninguém vai dizer que esse palanque é de fulano ou sicrano, pois o palanque é de Lahesio Bonfim e dos candidatos a deputado e senador que estiverem comigo, Nós vamos debater o Maranhão, e não vamos trazer o debate nacional para dentro da nossa campanha, de jeito nenhum.

Em que momento o senhor entendeu que deveria concorrer ao Governo do Maranhão?

– Desde o inicio da minha gestão como prefeito, quando percebi que os políticos maranhenses não estão nem aí para um projeto de crescimento desse estado, mas atentos somente ao projeto de crescimento próprio, e nós precisamos de lideranças que entendam de gestão, porque o Maranhão carece de um grande gestor que tenha uma mentalidade diferente dessa que está aí. Analisando esse quadro, percebi que muitos políticos que almejam grandes posições e prometem demais, são bem menores do que eu, porque a mente deles é muita pequena, e eu tenho um projeto para transformar esse estado, para desenvolvê-lo. Assim, com o andamento da minha gestão como prefeito fui me certificando que tenho um projeto bem melhor do que o dos meus adversários.

O senhor poderia dar algum exemplo do que o diferencia de outros prefeitos?

– Eu poderia dar inúmeros exemplos, mas vou dar uma mostra daquilo que considero mais importante para o desenvolvimento de um povo, que é a Educação. São Pedro dos Crentes pulou da 113ª posição para a 2ª no ranking do Ideb (Índice de Desenvolvimento do Ensino Básico) em todo o Maranhão, em apenas três anos. E como foi isso? Valorizando o professor, o meu era o que tinha melhor salário entre os demais servidores, e isso fez a grande diferença, e tem mais: meu aluno tinha merenda escolar de qualidade, sala de aula climatizada, transporte escolar de qualidade…

O senhor é um grande crítico do ex-governador Flávio Dino. O que aproveitaria do que ele deixou?

– Os Iemas (Instituto de Ensino Tecnológico do Maranhão), e quando falo isso me refiro somente à estrutura: prédios, móveis…, Alguém pode me perguntar, e as escolas dignas? Escola Digna é só propaganda! A minha cidade, por exemplo, foi contemplada com duas. Uma nunca saiu do papel; a outra está três anos sem funcionar porque o prefeito era adversário do governador, ou seja, a escola digna não é para melhorar a vida de quem precisa estudar, mas para perseguir prefeito que não é aliado. Fico até admirado como alguém com uma mente tão pequena ainda pode querer almejar outras posições na vida pública nacional. Agora quanto aos Iemas, eu vou aproveitar toda a estrutura e botar para funcionar, com investimentos em bibliotecas, laboratórios, valorização dos profissionais que estão ali dentro, investir para que sejam realmente bons, pois bonitos são.

Desde que se lançou pré-candidato, o senhor ganhou adesão de muitos maranhenses em todas as regiões. Isto lhe surpreende?

– Eu sabia que isso iria acontecer. Quando o povo começasse a tomar conhecimento das minhas ideias, do que fizemos num pequeno município, o povo iria acreditar que eu tenho um projeto grande para o Maranhão, um projeto para o Maranhão crescer, gerar empregos, um projeto que não é pessoal, mas de transformação de um estado que é riquíssimo, que tem belezas naturais fantásticas. Nós temos 2 milhões de hectares produzindo grãos e outros alimentos, temos potencial de pescado espetacular, um complexo portuário fenomenal, ou seja, temos tudo que todos queriam ter, porém ainda assim somos o mais pobre, temos 40 cidades entre as cem mais pobres e oito entre os dez mais pobres do país

Em todas as pesquisas o senhor aparece sempre na terceira posição, isto lhe surpreende?

– As pesquisas são deles e ainda assim eu estou sempre entre os três primeiros. Quando eu puder apresentar a minha, e elas são caras, eu vou mostrar a verdade, vou estar em ´primeiro, e não quero enganar ninguém até porque não quero me enganar também.

Como o senhor avalia seus adversários?

– Os mais dos mesmos. Só isso! São todos do mesmo ninho do comunismo que se instalou no Maranhão. Para mim, não há nenhuma diferença entre eles. As divergências são porque um foi preterido como candidato oficial do governo, outro porque não recebe o tratamento que deveria… mas nenhum tem ideia própria, Não passa de um coletivo de Flávio Dino, pessoas escolhidas para cumprirem o papel descrito por Maquiavel em O Príncipe: dividir para governar.

E o senhor não buscaria o apoio de nenhum deles num eventual segundo turno?

– Com certeza. Eu preciso dialogar num segundo turno, mas hoje eu não posso pensar em segundo turno, tenho de pensar somente no primeiro, e todos eles neste momento são meus adversários, e eu preciso ganhar a eleição

(A entrevista na íntegra está na edição impressa, nas bancas)

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