novas tecnologias camuflam vapes e são desafio

Por MRNEWS:

Disfarces tecnológicos ampliam o consumo de cigarros eletrônicos, conhecidos como vapes, entre os jovens, com perspectiva de aumentar o número de casos de câncer no Brasil. Quem alerta é o diretor executivo da Fundação do Câncer, o cirurgião oncológico Luiz Augusto Maltoni.

O alerta da instituição vai ao encontro do tema da campanha da Organização Mundial da Saúde (OMS) para o Dia Mundial sem Tabaco, lembrado neste domingo (31): “Desmascarando o apelo, combatendo a dependência de nicotina e tabaco”.

O cigarro eletrônico continua proibido no Brasil pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Mas, apesar da proibição da comercialização de vapes no Brasil desde 2009, o uso desses dispositivos cresceu de forma acelerada. Os produtos são comprados com facilidade em redes sociais, sites e no comércio informal.

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Números recentes da Receita Federal reforçam a necessidade de se combater esses produtos: entre janeiro e fevereiro de 2026, foram apreendidas 238.801 unidades de cigarros eletrônicos no país, o equivalente a mais de 4 mil dispositivos por dia, em média.

“Dispositivos disfarçados”

Vários desses dispositivos não têm cheiro. Em outros são colocados aromatizantes. Muitos, entretanto, têm só o vapor que muitas pessoas nem percebem, o que abre caminho para o vício precoce, formando uma nova geração de dependentes da nicotina.

Os disfarces fazem com que os vapes não pareçam mais cigarros eletrônicos e, muito menos, perigosos à primeira vista, já que ganharam novas formas e funções. Aparecem agora disfarçados ou embutidos em acessórios e integrados ao cotidiano de forma quase imperceptível.

Chamam a atenção, entre outros formatos, os vaporizer hoodies, moletons com vaporizadores integrados ao tecido. O bocal do dispositivo fica escondido na ponta do cordão do capuz, permitindo que o usuário inale nicotina de forma totalmente discreta.

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“De uma maneira totalmente articulada, e muito mal articulada do ponto de vista da ética, criam até casaco com bocal escondido para a pessoa fumar”, critica Maltoni.

Esses disfarces permitem que o jovem fume o vape dentro do metrô ou na escola, sem que outras pessoas percebam. “Tudo para tornar o jovem viciado”, completa o diretor. 

Segundo Luiz Augusto Maltoni, esses dispositivos camuflados comprometem décadas de avanços nas políticas de controle do tabaco no Brasil, que reduziu muito a prevalência de fumantes e é referência para o mundo inteiro.

“O que estamos vendo agora é um risco real de retrocesso, agora embalado em tecnologia e integrado ao cotidiano dos jovens.”

Campanha

Neste Dia Mundial sem Tabaco, a Fundação do Câncer resolveu fortalecer o seu Movimento Vape Off e ampliar sua atuação lançando a campanha “Spoiler: ele não te ama”. Trata-se de um filme, no formato de uma reportagem, em que três jovens anônimos comentam um relacionamento abusivo que causou o adoecimento deles.

A ideia é chamar a atenção da juventude para o fato de que a forma como a indústria apresenta esses cigarros é mentirosa e que esses dispositivos fazem realmente mal.

“E sugere que quem nunca experimentou que não experimente para não viciar. E quem já está fumando que pare”, salienta Maltoni.

De acordo com a Fundação do Câncer, os novos dispositivos incorporam tecnologia e interatividade, com tela sensível ao toque, além de jogos, música e sistema de troca de mensagens. Tudo em consonância com o novo hábito de celulares, tablets e redes sociais.

Alguns funcionam com sistemas que “reagem” se o usuário parar de usar, apitando e criando um ciclo de estímulo contínuo. Maltoni avalia que esse processo significa a fusão entre dependência química e dependência digital.

“O vape deixa de ser apenas um dispositivo e passa a funcionar como um acessório interativo, integrado à rotina”, alerta.

Dados da Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE) 2024 revelam que a experimentação de cigarros eletrônicos entre estudantes de 13 a 17 anos evoluiu de 16,8% em 2019 para 29,6% em 2024. Significa que quase dobrou o número de jovens nessa faixa etária que já experimentaram ou fazem uso do cigarro eletrônico. “Isso é alarmante”, avalia o cirurgião oncológico.

Consequências

Consultora da Fundação do Câncer na área de tabagismo, Milena Maciel de Carvalho aponta que, quando se fala de cigarros eletrônicos entre estudantes de 13 a 17 anos, o problema ultrapassa o comportamento ou a escolha individual.

“A exposição à nicotina na adolescência pode afetar o desenvolvimento do cérebro, especialmente áreas relacionadas à atenção, aprendizagem, humor e controle de impulsos, além de aumentar a vulnerabilidade à dependência de nicotina ao longo da vida”, diz.

“Esses dispositivos também podem expor os usuários a substâncias tóxicas, incluindo partículas ultrafinas, compostos orgânicos voláteis e metais pesados. Também estão associados a riscos respiratórios e cardiovasculares”, acrescenta.

Medidas

O diretor executivo da Fundação do Câncer defendeu que sejam adotadas medidas no Brasil para coibir a produção de vapes. Citou o exemplo da Inglaterra, que foi sempre muito liberal e é o país onde a indústria do tabaco mais se desenvolveu.

“Mas, dada a catástrofe que a indústria do tabaco e os cigarros eletrônicos causaram, com os problemas pulmonares em jovens, a Inglaterra proibiu a venda de qualquer produto de tabaco para quem nasceu depois de 1º de janeiro de 2009.”

Além disso, o país ampliou medidas para restringir a publicidade, promoção, apresentação e o apelo dos vapes entre crianças e adolescentes. “Eu acho que a gente tem que caminhar nesse sentido”, defende Maltoni.

Petrobras implementa desconto no diesel a partir de segunda-feira

Por MRNEWS:

A Petrobras informou, em nota divulgada neste domingo (31), que a partir de segunda-feira (1º) implementará um desconto de R$ 0,3515 por litro nos preços de venda de óleo diesel A, de uso rodoviário.

O desconto aplicado faz parte da subvenção econômica instituída pelo governo federal e é equivalente ao valor fixado pelo Ministério da Fazenda.

O preço médio de venda da Petrobras para as distribuidoras passará de R$ 3,65 para R$ 3,30 por litro. Este valor é 37,4% menor do que o preço praticado em 31 de dezembro de 2022, considerando a inflação no período.

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Para o consumidor final, de acordo com a Petrobras, o desconto em valor equivalente ao da subvenção econômica neutralizará a reoneração de PIS e Cofins que também ocorrerá a partir de 1º de junho.

A subvenção econômica foi autorizada pelo governo federal no sábado (30), por meio da Medida Provisória nº 1.363/2026, aos produtores e importadores de óleo diesel de uso rodoviário no país, no valor de R$ 1,12 por litro, com o objetivo de estabilizar preço e oferta, de modo a garantir o abastecimento de diesel.

Na nota, a Petrobras afirmou que está avaliando os termos da nova subvenção: “Qualquer decisão da companhia sobre esse tema será tempestivamente divulgada ao mercado nacional”.

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técnicos federais ajudam na resposta a desastres

Por MRNEWS:

Técnicos do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR) foram enviados para ajudar o estado de Roraima na resposta aos desastres causados pelas chuvas. A previsão é continue chovendo em grande parte do estado nos próximos dias.

A equipe técnica vai ajudar nos processos de solicitação de reconhecimento federal de situação de emergência, elaboração de planos de trabalho e liberação de recursos federais para assistência humanitária, restabelecimento de serviços essenciais e reconstrução, informou o MIDR.

Os servidores da Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil (Sedec) participaram, neste sábado (30), em Boa Vista, de reuniões com representantes da Defesa Civil de Roraima para monitoramento da situação e alinhamento das ações de resposta.

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Estragos causados pelas chuvas

A chuva acima da média histórica no estado provocou alagamentos, inundações, rompimento de pontes e bueiros, interrupções em rodovias e estradas vicinais, além do isolamento de comunidades indígenas e rurais.

Atualmente,  de acordo com o MIDR, são monitorados 18 pontos críticos, incluindo cinco bloqueios totais e três parciais em vias de acesso. Os municípios mais afetados são: Bonfim, Uiramutã, Normandia, Alto Alegre, Amajari, São Luiz do Anauá, Cantá e Rorainópolis.

De acordo com a Defesa Civil estadual, os impactos atingiram mais de 5,6 mil pessoas e não há registro de mortes. Entre as áreas mais afetadas, destaque para a região do Jacamim, na cidade de Bonfim, com aproximadamente 100 famílias isoladas. Em Uiramutã, o acesso terrestre de indígenas está comprometido e, em Normandia, comunidades localizadas às margens do Rio Maú foram atingidas pelas cheias.

Orientações à população

Até a próxima terça-feira (2), a previsão indica acumulados expressivos de chuva em grande parte do estado, com volumes entre 50 e 100 milímetros (mm) por dia. O centro-norte de Roraima deve ser o mais afetado, com maior risco para os municípios de Uiramutã, Bonfim, Normandia e Boa Vista.

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A orientação é que a população fique atenta aos alertas enviados pelas defesas civis, evite áreas alagadas, não se abrigue em árvores e, em caso de trincas e rachaduras nas paredes ou aumento do nível do rio próximo da residência, saia de casa e procure um abrigo seguro.

Expedição leva atendimento em saúde a ribeirinhos de Rondônia

Por MRNEWS:

Em uma manhã tranquila de maio, centenas de pessoas se agrupavam em torno da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Calama, um distrito da capital rondoniense, Porto Velho. Elas aguardavam as equipes da expedição Barco Ciência, Saúde e Cidadania, que prestariam atendimento em diversas áreas, em especial de saúde.

A iniciativa, na sexta edição, foi um momento em que as comunidades ribeirinhas de Porto Velho puderam ter acesso aos mais diversos serviços. A maioria deles inexistente nas proximidades ou, quando disponível, só por meio de viagens extenuantes, que podem durar até nove horas.

A iniciativa foi promovida entre os dias 20 e 24 de maio, pelo Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia de Pesquisa e Conhecimento de Excelência da Amazônia Ocidental e Oriental (INCT-CONEXAO), rede nacional e internacional de pesquisadores, instituições científicas, empresas e organizações sociais, em parceria com a faculdade Afya São Lucas, de Porto Velho. No barco, mais de 100 pessoas, entre estudantes, professores e pesquisadores, realizaram ações voltadas à saúde, educação e cidadania.
 

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Sexta edição da expedição Barco Ciência, Saúde e Cidadania, que presta atendimento em Calama, distrito de Porto Velho (RO) – Foto: Nubia Abe

A expedição percorreu o Rio Madeira, na região conhecida como Baixo Madeira, visitando as comunidades de Calama, Nazaré e São Carlos e levando atendimento direto à população, além de atividades educativas e científicas. Nos dois primeiros dias, o barco atracou em Calama, a maior comunidade da região, onde vivem cerca de 2,3 mil pessoas.

Uma das pessoas que aguardavam atendimento é a agricultora familiar Vânia Caetano dos Reis, de 52 anos, moradora da comunidade Gleba Rio Preto. À Agência Brasil ela contou que para chegar ao local de atendimento levou mais de duas horas e meia navegando pelo rio em uma rabeta (tipo de embarcação pequena). Mas, antes, até chegar à beira do rio, levou mais de duas horas, percorrendo a cavalo uma estrada de cerca de 12 quilômetros (km).

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“Para a gente vir no posto para fazer exame de malária, um exame comum, a gente tem que vir até Calama. É essa a dificuldade, sair de lá para ser atendida e, quando vem um barco desse, com todo tipo de exame e de consulta, a gente tem que aproveitar. Até porque nem sempre a gente fica sabendo. Como é longe, a gente tem essa dificuldade e, às vezes, quando a gente chega, o barco já foi embora”, relatou.

Para conseguir chegar à comunidade de Calama, Vânia contou com a ajuda de uma vizinha, a mesma que fez o aviso da chegada do barco.

“Ela soube e eu falei assim: avisa o dia certinho que a gente vai. Eu vim para a casa dela um dia antes e de lá a gente saiu, porque é muito longe. Se eu fosse sair de casa, eu teria que sair meia-noite para chegar aqui umas 7h, e era capaz de nem ter mais vagas”, continuou.
 

A agricultora familiar Vânia Caetano dos Reis faz exames oftalmológicos disponibilizados pela expedição Barco Ciência, Saúde e Cidadania – Foto: Nubia Abe

No dia anterior, a agricultora familiar já havia feito o mesmo trajeto para se consultar.

“Ontem eu vim ser atendida por odontologia e o clínico geral, passei também no dentista, por aqui tudo, passei nas belezas também”, disse, se referindo ao atendimento em estética, um dos serviços prestados à população. “Passei também ou também no oftalmologista. Eu sofro da vista desde jovem e como eu mexo com animal, eu andando de cavalo, meu óculos caíam e quebraram”, completou.

Nesta edição, os exames de vista foram os mais procurados, a partir de demandas prévias da população e dada a falta de oftalmologistas para atender as comunidades ribeirinhas. Mais de 200 atendimentos oftalmológicos foram realizados ao longo da ação. Além disso, uma parceria com uma ótica de Porto Velho resultou na doação de 300 óculos de grau.

“Eu consegui e vão sair os óculos que vou receber no dia 12 [de junho]”, comemorou Vânia.
 

A dona de casa Edna Miranda de Sousa e a neta Bianca Sousa de Castro foram atendidas por equipes da expedição Barco Ciência, Saúde e Cidadania – Foto: Nubia Abe

Quem também buscou atendimento foi a dona de casa Edna Miranda de Sousa, de 52 anos, que levou a neta Bianca Sousa de Castro, de 5 anos. Moradora da comunidade São Francisco, nas proximidades de Calama, ela contou que na comunidade onde vive não tem posto de saúde, apenas uma escola de ensino fundamental.

“Eu queria saber se ela está com anemia ou alguma coisa, fazer um acompanhamento médico. A Bianca também reclama de pequenas manchas no corpo e pequenas verrugas nas pálpebras”, relatou. “Dói o olho e coça, coça bem muito, bem muito”, resumiu a menina.

O atendimento prestado para Edna e Bianca mostra como foi o esquema programado para atender a população ribeirinha. O pró-reitor de Pós-Graduação, Pesquisa, Extensão e Internacionalização da Afya São Lucas, Wuelison Lelis de Oliveira, disse que a operação foi montada para atender a demanda espontânea das comunidades.

Segundo Oliveira, quem chegava lá passava primeiramente por uma triagem para identificar o tipo de atendimento. Nessa etapa, já eram aferidos o peso, altura, índice de massa corporal (IMC), pressão arterial e outras necessidades do paciente. Na sequência, a pessoa era direcionada para o atendimento indicado.

“Dividimos o fluxo essencial pensando nos atendimentos que estamos trazendo, tanto atendimento médico, enfermagem, oftalmológico, biomédico, nutrição, fonoaudiologia, fisioterapia, psicologia, educação física e a área jurídica também”, disse. “Mas, se hoje a prioridade dele [paciente] é a consulta médica, então primeiro ele passa na consulta médica e depois é encaminhado para o oftalmo”, disse.
 

O pró-reitor de Pós-Graduação, Pesquisa, Extensão e Internacionalização da Afya São Lucas, Wuelison Lelis de Oliveira, conversa com o venezuelano Luiz Antônio Prado, durante atendimento na expedição Barco Ciência, Saúde e Cidadania –  Foto: Nubia Abe

Para prestar todo esse atendimento, a Afya disponibilizou uma série de equipamentos, a exemplo de cadeiras odontológicas, instrumentos para diagnosticar a saúde ocular e equipamentos para exames laboratoriais, com coleta de material e resultado de alguns exames saindo quase que imediatamente. Todo o equipamento transportado no barco da expedição.

Quem gostou foi o pequeno Azafi Pitangui, que recebeu atendimento odontológico, para retirada de cárie e limpeza dental. Morador de Calama, ele ficou empolgado com os atendimentos.

“Gostei do dentista, mas não chorei, não! Ele só colocou a massinha três vezes e depois não saiu, não”, relatou o pequeno, que disse ainda querer ser médico. “Porque é muito legal ajudar as outras pessoas, é bom e faz bem.”

Distância é desafio

Para o estudante de odontologia Jonatas Ponce, a participação na expedição foi uma oportunidade de aprendizado e de contato com uma realidade desafiadora. Auxiliando as crianças a fazerem escovação dental de maneira correta, Jonatas se disse espantado com o cenário de dificuldade de acesso a itens comuns, como escovas de dente, creme dental, medicações e água tratada e fluoretada.

“A logística é muito complicada. Para o atendimento, eu mesmo trouxe apenas uma pequena mochila com roupa, o resto foi tudo material, instrumental, medicamento, porque a gente sabe que as pessoas às vezes não têm acesso a coisas consideradas básicas, como uma farmácia, onde você compra lá uma dipirona, ibuprofeno, etc. E aqui é difícil, o acesso para eles é muito restrito, depende do meio fluvial.”

A distância é um grande desafio para o atendimento das comunidades ribeirinhas de Porto Velho e da Amazônia, de maneira geral. Com uma área territorial de 34.090,952 quilômetros quadrados, Porto Velho é a maior capital em extensão territorial do país, sendo maior que os estados do Alagoas e Sergipe, e até maior que países inteiros, como a Bélgica.

Em linha reta, a distância entre a sede administrativa do município e Calama, a principal comunidade ribeirinha, supera os 200 km e cruza a floresta. A principal forma de deslocamento é a fluvial, com trajetos que podem levar de nove a 15 horas, dependendo do sentido – subindo ou descendo o Rio Madeira.
 

Moradores de Calama, distrito de Porto Velho (RO), e regiões próximas são atendidos por equipes da expedição Barco Ciência, Saúde e Cidadania – Foto: Nubia Abe

Uma alternativa é cruzar a divisa com o Amazonas se dirigindo Humaitá, em uma viagem que pode cerca de duas horas e meia. De lá, pegar uma embarcação para subir o Rio Madeira. A viagem leva cerca de uma hora e 20 minutos a bordo do tipo mais rápido de embarcação, conhecido como voadeira.

No caminho, a embarcação passa por pequenas comunidades em que ribeirinhos vivem praticamente isolados e cujo meio de transporte para resolver todas as tarefas do dia a dia é o barco.

Grandes balsas também cruzam com os pequenos barcos. Elas levam caminhões com soja e outros produtos do agronegócio. Também transportam outros tipos de mercadoria. Durante o trajeto, também é possível observar dragas pertencentes ao garimpo ilegal, que passam impunemente.

Diante desse cenário, é fácil entender por que o deslocamento é um grande gargalo para essas populações. É o caso do venezuelano Luiz Antônio Prado, de 32 anos, que mora há nove anos em Glebas, uma comunidade próxima de Calama. À Agência Brasil, ele relatou a rotina de dificuldades para a população ter acesso à saúde.

“[Para] quem que mora na beira do rio e tem uma emergência fica difícil. Tem que colocar na voadeira. E nem sempre tem um ‘motorista’”, disse. “Para eu sair daqui para a cidade é muito difícil.”
 

 O venezuelano Luiz Antônio Prado e a filha Gorete Maria Prado foram atendidos por equipes da expedição Barco Ciência, Saúde e Cidadania – Foto: Nubia Abe

Em muitas ocasiões, o destino da população é procurar o município amazonense de Humaitá, mais próximo da comunidade que o centro de Porto Velho. Sentindo uma espécie de taquicardia, Luiz Antônio se consultou para saber qual o seu problema.  

Ele estava acompanhado da filha, Gorete Maria Prado, de 15 anos, que é diabética e que recebeu acompanhamento para controlar a doença.

“Minha glicose estava acima de 600 e eu cheguei e já e me colocaram rapidinho no atendimento, começaram a me tratar”, contou a adolescente, que prometeu seguir as orientações médicas para controlar o diabetes.

Além das consultas, avaliações e exames na proximidade da UPA, as equipes da expedição realizaram ainda atendimentos domiciliares para a população com dificuldade de locomoção, como no caso do ex-seringueiro Manoel Dourado da Silva, de 88 anos. O ribeirinho sofreu um acidente vascular cerebral (AVC) e tem dificuldade de mover o lado direito do corpo. Com os pés inchados e pressão alta, o idoso também tem problemas de audição e desenvolveu diabetes.
 

O ex-seringueiro Manoel Dourado da Silva é atendido por equipes da expedição Ciência, Saúde e Cidadani – Foto: Nubia Abe

Atendido pela equipe de saúde da expedição, comandada pelo médico e professor da Afya São Lucas Gabriel Aurélio de Paiva, Manoel teve a pressão aferida e recebeu medicação para pressão e diabetes. As instruções foram passadas para a filha dele, Maria Aires, com quem ele mora.

“É muito bom quando as pessoas vêm, porque aqui é difícil ter um acompanhamento médico, porque ele não pode mais caminhar e daqui até lá [local do atendimento] é uma distância. As pessoas querem levar de moto, mas ele não consegue, porque  tem uma perna que não mexe direito”, disse Maria, que foi fazer uma consulta para controlar o diabetes.

O professor confirmou que os atendimentos mostraram que existe uma grande parcela da população que sofre com pressão alta e diabetes.

“O básico que a gente tem mais visto é a famosa diabetes, pressão alta também tem demais, é meio descompensado. Pode ser uma falha de comunicação entre  médicos e pacientes, já que muitas das vezes eles têm a receita mas não tomam medicamento, muitas vezes por questão de tradição. Eles acham que apenas tomar um chá vai resolver o problema e só tomam a medicação quando estão passando muito mal. Daí que a gente tem que ficar reforçando a questão do cuidado”, disse.
 

O médico e professor Gabriel Aurélio de Paiva (de pé à esquerda) comanda a equipe de saúde da expedição Ciência, Saúde e Cidadania – Foto: Nubia Abe

O professor contou à Agência Brasil que antes da expedição juntou um grupo de estudantes para pensar e planejar a atuação da equipe. Segundo ele, iniciativas como essa são uma grande oportunidade para os estudantes “saírem da bolha” e encontrarem o “mundo real”.

“Para os alunos é uma experiência, enfim, do mundo real. É um mundo real, porque lá no ambulatório eles ficam numa bolha muito grande. Eu orientei eles, disse que a gente faria um atendimento básico, fazer acompanhamento junto com o ACS [agente comunitário de saúde]. E, toda vez que tem essa oportunidade, eu sempre trago eles, para eles verem que tem outra realidade além daquela que eles vivem todo dia”, afirmou.

*O repórter viajou a convite da faculdade Afya

Sorocaba tem tradicional Desfile dos Tropeiros e 5ª Cavalgada Solidária #AFOMENAOEFAKE! neste domingo (31) – Agência de Notícias

Fotos: Marcel Herrera/Secom

Sorocaba celebra mais uma vez a sua tradição com o Desfile dos Tropeiros e a 5ª Cavalgada Solidária #AFOMENAOEFAKE, realizadas neste domingo (31), como parte das comemorações e ponto alto da 59ª Semana do Tropeiro, que contou, ainda, com outras atrações culturais.

O Desfile dos Tropeiros inaugurou este ano um novo trajeto, saindo do Clube União Recreativo Campestre e passando pelas avenidas Armando Pannunzio e General Carneiro, até alcançar a Praça 9 de Julho e retornar à Av. General Carneiro, onde parou para a tradicional benção, na praça ao lado da igreja São José. Ali, todos os participantes receberam a benção do diácono Rogério Francisco da Silva, da paróquia Cristo Rei, seguindo então até o Centro Hípico Pagliato, localizado à Rua Antônio Aparecido Ferraz, no Parque Santa Isabel, com várias atrações culturais e musicais, no encerramento.

No domingo de manhã, por volta das 10h, cerca de 3.800 cavalos e outros animais de montaria, charreteiros, cavaleiros participantes e organizadores deram início ao Desfile dos Tropeiros e à 5ª Cavalgada Solidária. Fizeram parte do desfile, não apenas cavaleiros e charreteiros de Sorocaba e região, mas juntaram-se a eles também cavaleiros e amazonas integrantes da Tropeada Paulista, que saiu da cidade de Itararé, dez dias antes, e percorreu os mais de 230 quilômetros do trajeto, passando pelos municípios de Itaberá, Itapeva, Taquaravaí, Buri, Itapetininga, Alambari, Capela do Alto e Araçoiaba da Serra, até alcançar Sorocaba, na tarde de ontem (30).

O evento é promovido pela Prefeitura de Sorocaba, por meio das secretarias municipais de Governo (Segov), Cultura (Secult), Comunicação (Secom), Meio Ambiente e Bem-Estar Animal (Sema); Mobilidade (Semob) e do Fundo Social de Solidariedade (FSS), além do apoio da Urbes – Trânsito e Transportes, do Serviço Autônomo de Água e Esgoto (Saae), da Guarda Civil Municipal (GCM) e da Polícia Militar (PM).

Participaram do evento, o prefeito Rodrigo Manga, a primeira-dama, Sirlange Manga, o secretário de Cultura, Thiago Delmonde; o secretário de Segurança Urbana, João Alberto Corrêa Maia; o secretário de Governo, Sergio Barreto; o ouvidor-geral do município, Giovane Neves; e o presidente da Câmara Municipal, vereador Luís Santos, entre convidados de outros municípios e a população sorocabana que foi prestigiar o Desfile.

É mais uma vez, uma alegria para nós, de Sorocaba, podermos receber tantas pessoas vindas de outras cidades para participar desta festa, que já se tornou tradicional em nosso município e que celebra a tradição do tropeirismo em Sorocaba e região”, destacou o prefeito Rodrigo Manga.

Com certeza, essa Administração continuará se esforçando para manter viva essa tradição tão bonita, que está atrelada às raízes do povo sorocabano”, acrescentou o secretário da Cultura, Thiago Delmonde.

Entre os milhares de participantes do evento, vieram também, da vizinha Araçoiaba da Serra, Bruno da Silva Pinheiro, montado em seu belo boi Brinquedo, de dois anos e oito meses. “É a segunda vez que participo. No ano passado, vim também”, contou Bruno.

A presença feminina também é marcante no desfile. Com elegância e destreza, elas não se restringem ao público, mas também fazem montaria e participam do trajeto, bem como a primeira-dama Sirlange. Entre as muitas outras participantes, estava a jovem Isabela Oliveira Rodrigues, de Sorocaba, que veio acompanhada da égua Princesa. É sua terceira vez no evento, para o qual ela e a montaria se preparam diariamente, antes desse dia especial de celebração. “Aprendi a montar com meu pai e este é um universo, o da montaria, que a gente gosta muito. Porque é um ambiente muito bom, com pessoas do bem e que adoram esses animais. Nós cuidamos muito”, contou Isabela.

Graças à participação entusiasmada de tantos cavaleiros, amazonas e charreteiros, muitos deles vindos de longe, e ao suporte proporcionado pela Prefeitura de Sorocaba, por meio de suas várias Secretarias, a Cavalgada foi encerrada sem nenhuma intercorrência.

Quem Ama Cuida? Atuação de Isabela Garcia é comentada pelo público e movimenta as redes sociais

Por MRNEWS:

Quem Ama Cuida? Atuação de Isabela Garcia é comentada pelo público e movimenta as redes sociais

A novela vem proporcionando momentos de forte emoção ao público, mas um dos destaques mais comentados dos últimos capítulos foi a atuação de Isabela Garcia. A atriz chamou a atenção dos telespectadores ao interpretar cenas carregadas de sensibilidade, gerando uma grande repercussão nas redes sociais.

Conhecida por sua longa trajetória na televisão brasileira, Isabela mais uma vez demonstrou talento e experiência ao dar vida a uma personagem envolvida em conflitos familiares e emocionais intensos. O desempenho da atriz rapidamente se tornou assunto entre os fãs da novela, que elogiaram sua entrega e capacidade de transmitir sentimentos profundos ao público.

Nas plataformas digitais, diversos internautas destacaram que as cenas protagonizadas por Isabela Garcia foram algumas das mais marcantes da semana. Comentários ressaltaram a naturalidade da interpretação e a forma como a atriz conseguiu emocionar os telespectadores.

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Os momentos exibidos recentemente abordaram temas como amor, cuidado, família e superação. A mensagem transmitida pelas cenas gerou identificação em muitos espectadores, que compartilharam relatos pessoais e manifestações de carinho pela personagem.

A repercussão foi tão grande que o nome de Isabela Garcia figurou entre os assuntos mais comentados relacionados à novela em diversas redes sociais. Muitos usuários destacaram que a atriz conseguiu transmitir autenticidade em cada diálogo e expressão.

Carreira marcada por grandes personagens

Com décadas de carreira, Isabela Garcia acumula participações em novelas, séries e produções de sucesso. Ao longo dos anos, conquistou o respeito do público e da crítica especializada por sua versatilidade e capacidade de interpretar personagens complexos.

A nova atuação reforça a importância da atriz no cenário da dramaturgia nacional e demonstra que sua presença continua sendo um diferencial em produções televisivas.

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Reação da internet

Entre os comentários publicados pelos telespectadores, muitos destacaram que as cenas recentes foram capazes de provocar reflexão sobre relações familiares e a importância do cuidado com as pessoas que amamos.

Expressões como “emocionante”, “impecável” e “uma das melhores atuações da novela” apareceram frequentemente nas publicações feitas por fãs após a exibição dos capítulos.

Novos capítulos prometem mais emoção

Com a trama avançando para momentos decisivos, a expectativa é de que a personagem interpretada por Isabela Garcia continue tendo papel importante nos próximos acontecimentos. O público segue acompanhando atentamente os desdobramentos da história e aguardando novas cenas marcantes.

Tags: Isabela Garcia, novelas, televisão, entretenimento, dramaturgia, atores brasileiros, audiência, redes sociais, novela 2026, celebridades.

Fachin determina desintrusão da Terra Indígena Cachoeira Seca, no Pará

Por MRNEWS:

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, determinou neste domingo (31) que o governo federal elabore um plano de desintrusão da Terra Indígena (TI) Cachoeira Seca, localizada no Pará.

Em 2016, o território, que pertencente do povo Arara, foi demarcado, mas ainda enfrenta problemas de desmatamento ilegal, grilagem de terra, violência, além dos impactos causados pela construção da Usina Hidrelétrica de Belo Monte.

Conforme a decisão, a União deverá apresentar, no prazo de 90 dias, um plano de retirada de não indígenas da área, que deverá conter um cronograma para a saída de invasores e para indenizar ocupantes de boa-fé que forem identificados pela Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai).

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Fachin também exigiu a criação de um comitê de governança para garantir proteção aos indígenas isolados e de recente contato, grupo do qual faz parte o povo Arara.

O plano também deverá avaliar o cumprimento das condicionantes ambientais que foram acertadas como contrapartida durante a construção de Belo Monte.

Ao determinar as medidas, Fachin disse que a situação da Terra Indígena Cachoeira Seca é um exemplo de violação dos direitos indígenas.

“As medidas referentes à TI Cachoeira Seca conferem concretude e coerência material para que a tutela jurisdicional alcance a realidade em que a omissão estatal se manifesta, evitando que a gravidade vivida pelo povo Arara continue”, afirmou.

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A decisão foi motivada por uma ação protocolada pela Associação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib).

Saae/Sorocaba executa melhorias em rede de água no Jardim Ipê na terça-feira (2) – Agência de Notícias



31 de maio de 2026

10:34

Por: Eduardo Santinon (esantinon@sorocaba.sp.gov.br)

Foto: Saae/Sorocaba

O Serviço Autônomo de Água e Esgoto (Saae) de Sorocaba realiza, na terça-feira (2), serviços de melhorias no sistema de distribuição de água que atende à região do Jardim Ipê, na Zona Leste do município.

A intervenção consistirá na interligação da rede situada na Rua Dorothy de Oliveira, altura do número 1.500. O objetivo de incrementar a infraestrutura de distribuição de água na região, projetando também atender a futuros empreendimentos e moradores das imediações.

Para executar os trabalhos, a autarquia programa uma interrupção momentânea, das 8h às 13h, no sistema que atende aos bairros Jardim Ipê, Jardim do Sol, Jardim das Estrelas, Parque Três Meninos, Jardim Gonçalves, Rancho Dirce, Vila São Pedro e Jardim Moncayo.

O Saae/Sorocaba orienta os moradores dessa região da cidade a manterem, por precaução, na segunda-feira (1), véspera da intervenção programada, os reservatórios das caixas d’água de suas residências na capacidade máxima.

Para mais informações, a autarquia disponibiliza o telefone gratuito: 0800 770 1195 e o 3224-5800.

Pesquisadores querem criar índice para “traduzir” estresse ambiental

Por MRNEWS:

Renato Lino é profeta da chuva, em Quixadá, no Ceará, e aprendeu com o pai que a natureza fala e que dá para traduzir o que ela diz.

“É a catingueira que descasca, é a casinha da maria-de-barro, é o angico e muitas coisas que a gente observa”, explica. 

É observando os seres vivos ao redor, como árvores e passarinhos, que o profeta de 78 anos faz previsões climáticas. “Tudo isso é coisa que a gente vai ajuntando, vai anotando”. Explica o “cientista” do sertão, que só de olhar para que lado está a porta de entrada do Funarius furnus, nome científico do pássaro conhecido como maria-de-barro, ele sabe dizer se vai chover no sertão.

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Rádio MEC estreia Damas do Jazz, série apresentada por Ruy Castro

É esse tipo de informação que pesquisadores querem aprender a decodificar usando tecnologia digital e inteligência artificial. A ideia vai começar a ser posta em prática em Recife.

O projeto vai observar seres vivos que fazem parte da cena urbana da cidade para descobrir o que eles estão “falando” sobre o ambiente no qual estão inseridos. Uma espécie de tradutor digital, ou como resume Artur Maia, biólogo e pesquisador do departamento de botânica da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE): uma Babel reversa.

O projeto vai usar equipamentos para captar os sons emitidos por morcegos, o ritmo de abertura e fechamento das conchas das ostras, a transpiração das aroeiras (árvore nativa da região) e o vôo das abelhas em Recife e comparar com os registros das mesmas espécies em áreas com menor influência humana, como Reserva Ambiental de Saltinho e na APA de Guadalupe, ambas no litoral sul de Pernambuco.

“As respostas metabólicas são particulares de cada organismo, mas muitas vezes isso não é utilizado como informação, simplesmente porque a gente não consegue entender aquela língua”, diz Artur.

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“As ostras, por exemplo, tendem a abrir com menor frequência em condições adversas. Ela segura a onda, reduz a frequência de filtração e fica sem se alimentar para se manter naquele ambiente e evitar o acúmulo de metal pesado e outras coisas”. 

Índice de Resiliência Metabólica

Artur explica que é a diferença entre o “ritmo de vida” dessa ostra estressada e o da que vive numa área de proteção que mostra a resiliência metabólica da espécie. “Eu quero verificar o quanto aquele organismo está se esforçando para sobreviver naquele ambiente”, afirma.

A ideia é reunir os dados das respostas metabólicas de cada espécie monitorada para calcular o Índice de Resiliência Metabólica (IRM) do lugar. Algo como um IDH (Índice de Desenvolvimento Humano), mas com parâmetros ambientais.

“O estresse é uma informação que não pode ser fingida.  Essa resposta metabólica existiu, aconteceu. O que a gente quer é, de posse dessa informação, juntar o nervosismo da abelha, a movimentação da ostra mais tranquila, a respiração da aroeira, para ter um índice de resiliência metabólica, que a gente quer padronizar numa escala de 0 a 100”.

Batizado como Apeiron, palavra grega que significa ilimitado, a pesquisa vai começar os primeiros testes até novembro, em Recife, e vai ser conduzido pelo Centro de Estudos e Sistemas Avançados de Recife (CESAR). 

E assim como seu Lino, o profeta da chuva que traduz o que vê em previsão, Artur Maia diz que a observação do metabolismo das espécies que convivem com os seres humanos pode se transformar em ações concretas:  “um planejamento urbano pensando na cidade como um organismo vivo, com as suas particularidades”, explica. 

“Pode ser que, por exemplo, lá na Mustardinha [bairro de Recife] a pressão térmica para aqueles habitantes não se reflita em desconforto habitacional como se reflete para o habitante da zona norte, no bairro de Casa Forte. Então essa pressão é diferente. Se tem uma coisa que você não pode fingir, é conforto metabólico”, conclui.

* A repórter viajou a convite do CESAR Beat

Rádio MEC estreia Damas do Jazz, série apresentada por Ruy Castro

Por MRNEWS:

O jazz embala a programação da Rádio MEC com um repertório de clássicos do gênero nas noites de domingo. A emissora pública estreia o seriado Damas do Jazz, produção original apresentada por Ruy Castro, que reúne histórias sobre estrelas que marcaram época ao emprestar suas vozes e talento para a música: Ella Fitzgerald, Peggy Lee, Carmen McRae e Sarah Vaughan.

A nova série reúne sucessos que atravessam gerações e estão presentes no imaginário popular. Com quatro episódios que têm transmissão semanal, o programa inédito Damas do Jazz entra no ar nas ondas da Rádio MEC neste domingo (31), às 22h. O conteúdo mescla o repertório interpretado pelas divas com histórias sobre suas trajetórias e a importância delas no cenário da cultura.

Plataformas

O programa original de Ruy Castro, Heloisa Seixas e Julia Romeu pode ser acompanhado em várias plataformas. Além de curtir pelo dial, a audiência pode conferir as edições de Damas do Jazz no app Rádios EBC e ouvir a transmissão em streaming no site da emissora pública.

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Como em todas as séries produzidas pelo trio para a Rádio MEC, a nova atração veiculada pela emissora pública traz a gravação completa da obra utilizada como prefixo. A versão integral celebra a composição Preview, de Paul Quinichette, na voz de Ella Fitzgerald.

Primeira edição

A artista Ella Fitzgerald é justamente a homenageada no episódio de estreia. O seriado traça um panorama sobre sua relevância na história da música como maior improvisadora da história vocal do jazz e intérprete com swing sem igual.

O primeiro episódio do programa se concentra na maturidade de Ella Fitzgerald. A série Damas do Jazz revela o período em que a icônica cantora, com cerca de 40 anos, na década de 1950, começou a gravar o grande songbook americano.

Produções recentes

Com um histórico de grandes produções na Rádio MEC, o célebre escritor Ruy Castro lançou outros seriados musicais na programação da emissora pública nos últimos anos. Em março, a primeira novidade de 2026 foi o seriado De Quem é a Música?, sobre grandes compositores mais conhecidos por suas obras.

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Em janeiro de 2025, estreou a produção Samba-Jazz com um panorama sobre esse gênero musical genuinamente brasileiro. Na sequência, em fevereiro, o destaque foi a série A Música do Carnaval, atração com hits do repertório popular que incluiu obras consagradas, além de curiosidades e bastidores sobre os intérpretes e os compositores.

Em abril, a programação foi embalada pela atração Ao som dos Boleros e Tangos. A obra explicou a evolução e a história de dois dos mais emblemáticos ritmos internacionais. Com uma linguagem instigante, a série revelou como essas influências se entrelaçaram na cultura nacional.

Com o título Orlando Silva, o cantor das multidões, a produção apresentada em maio se debruçou sobre a vida e a trajetória profissional do astro. Considerado um dos maiores intérpretes do Brasil, ele é lembrado no seriado por gêneros em que se superou: samba, fox e valsa.

Já em agosto, o especial Tom Jobim, o Ouvidor do Brasil celebrou um dos maiores gênios da música brasileira. A série foi inspirada no livro O Ouvidor do Brasil: 99 Vezes Tom Jobim, título com o qual Ruy Castro se sagrou vencedor do Prêmio Jabuti 2025 na principal categoria da premiação, Livro do Ano.

Depois, outubro marcou o lançamento da temporada com séries de crônicas de Ruy Castro e Heloisa Seixas, A Escrita Falada e Contos Mínimos, respectivamente. Com textos curtos, temas leves e bem-humorados, os conteúdos entraram no ar em formato de interprogramas.

No mesmo mês, o autor comandou outra produção temática: A Música do Cinema. A série original sobre trilhas da sétima arte também contemplou clássicos dos grandes musicais aos filmes noir, com trilha sonora jazzística. Composições do cinema brasileiro e europeu ganharam atenção especial.

Sobre Ruy Castro

O jornalista e escritor Ruy Castro começou sua trajetória profissional como repórter em 1967, no Rio de Janeiro, e atuou nos principais veículos da imprensa carioca e paulistana. Em 1988, ele passou a se dedicar aos livros e fez sua estreia como escritor em 1990, com o lançamento de Chega de Saudade: a História e as Histórias da Bossa Nova.

É autor de biografias de Nelson Rodrigues, Garrincha e Carmen Miranda, reconstituições históricas sobre a bossa nova, o samba-canção e o Rio de Janeiro dos anos 1920, além de romances e obras sobre cinema e literatura.

Em 2021, Ruy Castro conquistou reconhecimento com o prêmio Machado de Assis, da Academia Brasileira de Letras (ABL). No ano seguinte, foi eleito para ocupar a cadeira 13 da ABL. Atualmente, também escreve artigos para jornais.

Serviço

Damas do Jazz – Estreia – Domingo (31), às 22h, na Rádio MEC

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Como sintonizar a Rádio MEC

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