Fiema, Senai e Sinduscon são homenageados no Tribunal de Justiça pelo Projeto Canteiro Escola

Honraria é um reconhecimento a pessoas e instituições com papel significativo para a sociedade e o sistema judiciário

A Federação das Indústrias do Estado do Maranhão (Fiema), o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai-MA) e o Sindicato das Indústrias da Construção Civil do Estado do Maranhão (Sinduscon-MA) receberam a homenagem Nejur Teçá, do Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA), na última segunda-feira (27), no Palácio da Justiça do Maranhão, em reconhecimento às práticas inclusivas promovidas pelo projeto Canteiro Escola.   

Por meio do programa, 11 indígenas venezuelanos refugiados, da etnia Warao, passaram por qualificação profissional, com orientações para inserção no mercado de trabalho. Isso foi possível a partir da parceria com o TJ-MA, por meio do projeto “Justiça Restaurativa, como meio efetivo de inserção social, econômica e cultural de refugiados”.   

A celebração ocorreu durante o evento de encerramento da Semana Nacional da Justiça Restaurativa 2023 e contou com a presença do vice-presidente executivo do Sistema Fiema e presidente do Sinduscon-MA, Fábio Nahuz, e do diretor regional do Senai-MA, Raimundo Arruda.  

Para Fábio Nahuz os caminhos da justiça restaurativa são uma fonte de inspiração para todos. “Estamos hoje aqui recebendo essa homenagem em nome do Sinduscon-MA e da Fiema. Quero ressaltar a importância daqueles que nos apoiam e dão forças para a realização dos nossos projetos”, destacou.  

O diretor regional do Senai, Raimundo Arruda, agradeceu a honraria e parceria do judiciário. “Estamos felizes por essa homenagem feita pelo doutor Paulo Velten; da nossa desembargadora, Sônia Amaral; e da doutora Mirella Cezar Freitas, que faz parte da Justiça Restaurativa do Maranhão. É o reconhecimento do nosso trabalho e preocupação em fazer inclusão social dos venezuelanos da etnia Warao, capacitando e dando oportunidades”, afirmou.  

A Semana Nacional da Justiça Restaurativa 2023 é um evento anual realizado em diversos países, incluindo o Brasil, onde comunidades e instituições realizam ações para promover e fortalecer a Justiça Restaurativa.   

A desembargadora Sônia Amaral destacou que a homenagem “Nejur Teçá”, que significa “olhos atentos”, faz referência à prática ancestral restaurativa circular realizada por indígenas em suas comunidades, onde se promove diálogo para resolver ou prevenir conflitos. Além disso, agradeceu o apoio da Fiema, Senai e Sinduscon.

“Um dos nossos objetivos é levar inclusão e socialização. Em nosso projeto voltado para os venezuelanos da etnia Warao isso só foi possível graças à grande parceria dessas entidades, que não mediram esforços para o sucesso deste programa”, ressaltou.  

Venezuelanos da etnia Warao apresentam seus artesanatos durante o evento

Canteiro Escola – Ao todo 43 pessoas (entre eles 11, são venezuelanos) receberam qualificação profissional nos cursos de ‘Pedreiro de Revestimento’ e ‘Pintor de Obras Imobiliárias’, após cumprirem a carga-horária de 640 horas de aulas ministradas por professores do Senai, tornando-se aptos para atuar na conservação de bens do Patrimônio Histórico de São Luís ou de qualquer localidade que exija as devidas técnicas ensinadas ao longo dos respectivos cursos.   

A coordenadora do Núcleo Estadual de Justiça Restaurativa, juíza Mirella Cezar Freitas, esteve à frente do projeto representando o poder judiciário, junto às instituições públicas e privadas com o objetivo da inserção socioprodutiva dos participantes.  

Nesta segunda edição do projeto promovido pela Fiema, Sena-MA, Sinduscon-MA e a prefeitura de São Luís, por meio da FUMPH, o Palácio Arquiepiscopal foi o edifício histórico da capital escolhido para receber a recuperação por meio do Programa. As fachadas receberam novo reboco, pintura externa, assim como as esquadrias em madeira, os gradis e os guarda-corpos. O Palácio fica ao lado da Catedral de Nossa Senhora da Vitória e compõe o conjunto arquitetônico do núcleo da fundação da capital maranhense.

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