Presidente da Fiema, Edilson Baldez, diz que é muito promissor futuro da indústria maranhense

Para Edilson Baldez, isolamento foi necessário diante do desconhecimento da doença (Fiema/Divulgação)

Conectividade e mão de obra qualificada ajudam setor

O presidente da Federação das Indústrias do Maranhão (Fiema), Edilson Baldez, fala sobre aspectos que considera essenciais para o desenvolvimento da indústria local e para a superação de indicadores sociais. Ele diz que a conectividade em todo o estado, a formação de mão de obra para utilização de tecnologia, a industrialização interna de produtos como soja, a exploração da Margem Equatorial e dos recursos naturais para produção de energia renovável fazem parte desse futuro promissor.

Desta quinta-feira (09) a domingo (12), muitos desses temas serão discutidos durante a Expo Indústria 2023, no Multicenter Negócios e Eventos.  

Qual o potencial da indústria do Maranhão? 

A gente se prendeu muito a potencial e continuamos falando sobre isso. Realmente nós temos potencial muito grande. No nosso entendimento, temos que dar passos largos, temos que avançar. O Brasil todo está avançando, o Nordeste está correndo e o Norte também. E parece que a gente está muito acomodado, parece que estamos satisfeitos com o que a natureza nos deu. O mundo mudou tanto e não podemos mais ficar apenas esperando.  

Quais são as perspectivas de empregabilidade? Como é que a indústria maranhense está fazendo para gerar oportunidades de trabalho? 

Nós estamos trabalhando fortemente nesse sentido. Mas para que a gente possa ter esse emprego, nós temos que ter pessoas qualificadas. Então estamos preparando essa mão de obra para isso. Estamos trabalhando as condições mínimas para que possamos desenvolver nossas atividades e possamos ser competitivos para que os produtos aqui desenvolvidos possam ser exportados em igualdade de condições.  

A infraestrutura maranhense atual por rodovia e pelo mar é suficiente para abarcar esse objetivo? 

Eu diria que estamos crescendo juntos. A estrutura está melhorando, ainda falta muito ainda. E nós também estamos ampliando essa nossa produção. A infraestrutura e a produção andam juntas. Ou seja, nós não poderíamos estar produzindo mais porque não tinha como exportar ou tinha dificuldade de infraestrutura. Se não temos infraestrutura, a gente não tem como produzir. Então temos que andar juntos. E irão dar suporte para que a gente possa ampliar ou desenvolver essa nossa produção. Pela indústria, os governos, eu falo em todas as esferas, federal, estadual e municipais, já são parceiros da indústria, mas ainda precisamos estreitar muito mais essa relação. Um exemplo é o pedido que fizemos para que o Ministério das Comunicações acelere o processo de conectividade do nosso estado. Nenhuma empresa tem condições de se interiorizar, de crescer mais, ou que outras empresas não tenham condições de vir para cá, se não tiver a internet banda larga. A internet hoje é uma ferramenta tão indispensável quanto uma estrada de ferro e uma hidrovia.  

Para além desse entrave da conectividade, o que o senhor considera também como um desafio ainda pensando na indústria na perspectiva de futuro? 

Precisamos desenvolver as pessoas para que possam trabalhar com tecnologia. Hoje temos um déficit no Brasil, especialmente no Maranhão, de pessoas preparadas para lidar com as novas tecnologias. Estamos focados nisso.

O que a FIEMA já planeja de investimento para 2024? 

Estamos focamos na capacitação da mão de obra tecnológica e básica, que devem merecer a nossa atenção ao mesmo tempo. Todas as empresas do Maranhão hoje precisam de pessoas formadas na área de desenvolvimento de tecnologia.

Como a Expo Indústria pode contribuir nesse sentido?  

A Expo Indústria 2023 está focada em Tecnologia e Inovação, ESG e Capital Humano. Além de preparar o trabalhador, precisamos sensibilizar as lideranças empresariais para esses temas trabalhados na feira e para a necessidade de trabalharmos juntos. Precisamos mudar a forma de trabalhar, de cuidar do que você tem de mais importante para as empresas, que são as pessoas. Há muita tecnologia disponível para ser usada, robôs que executam muitas funções, mas sem as pessoas nada disso faz sentido.

E na sua opinião, através também da sua experiência, ao longo desses anos, qual o futuro da indústria maranhense? 

É muito promissor. É muito promissor, porque nós temos as condições que são necessárias para desenvolver a indústria. Estados como Ceará, Bahia e Pernambuco já avançaram bastante e no Maranhão estamos trabalhando para isso. O Nordeste é hoje no Brasil a melhor região para se produzir energia renovável, por exemplo. E o Maranhão dispõe de área, ventos, sol e água em abundância. Temos ainda a Margem Equatorial para produção de petróleo e gás. Temos também que industrializar produtos como a soja. Não podemos mais aceitar que tenhamos os piores indicadores de desenvolvimento. E essa é uma das perspectivas que a indústria pretende mudar.

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