Veredas faz 70 anos e permanece instigante

Por MRNEWS:

Depois de 70 anos de seu lançamento, o livro Grande Sertão: Veredas de Guimarães Rosa continua encantando leitores e é comemorado por especialistas. Para o professor, economista e imortal da Academia Brasileira de Letras (ABL), Eduardo Giannetti, é um dos livros mais ousados e inovadores da literatura brasileira.

Na observação dele, Grande Sertão: Veredas tem “um cuidado e um apuro formal, inexcedível” e, ao mesmo tempo, é resultado de uma entrega criativa de Guimarães Rosa, a ponto de dizer que praticamente transcrevia alguma coisa que vinha de fora dele. “Ele chega a dizer que é um experimento quase mediúnico”, seguiu em entrevista à Agência Brasil.

“Grande Sertão combina dois elementos. Tem um lado de pesquisa de apuro formal, de um cuidado lapidar com a linguagem hiperconsciente, mas, ao mesmo tempo, é resultado de uma possessão. Ele diz que se sentia tomado por alguma coisa que ele não sabe de onde”, completou.

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Sobre esse assunto, Giannetti lembrou de uma expressão que acha muito boa, usada por Rosa em uma entrevista. “‘De repente, o diabo me cavalga’. O milagre do processo criativo de Guimarães Rosa é justamente essa combinação”.

O escritor João Guimarães Rosa deu a personagens de Grande Sertão: Veredas, nomes de pessoas do seu conhecimento – Divulgação/ Centro Cultural São Paulo

Produção dupla

A criatividade do autor mineiro era tanta que entre 1946 e 1956 produziu paralelamente Grande Sertão: Veredas e Corpo de Baile, uma coletânea de novelas. Os dois foram concluídos e lançados em 1956, depois de começarem a ser escritos em Paris, na França; continuarem em Bogotá, na Colômbia; e em 1951, na volta de Rosa para o Rio de Janeiro.

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“O Grande Sertão era uma história do Corpo de Baile, que ele desmembrou e tornou um romance independente”, disse, em entrevista à Agência Brasil, o jornalista Leonêncio Nossa, autor da primeira biografia sobre o escritor mineiro.

A viagem com um amigo ao interior mineiro foi a inspiração para escrever Grande Sertão: Veredas, obra marcante da literatura brasileira. 

“Esse livro começou quando ele fez uma viagem pelo interior de Minas com o amigo Pedro Barbosa Moreira e percorreu toda a região de Veredas. Ele passou a usar esse ambiente das veredas e buritizais na obra dele Grande Sertão, porque o primeiro [Sagarana] nem tinha”, informou o biógrafo.

Assim como Guimarães Rosa, que levou dez anos para concluir Grande Sertão, o jornalista passou esse mesmo tempo estudando e pesquisando a vida do mineiro, que contou em João Guimarães Rosa, biografia, a primeira publicação deste tipo dedicada a ele. 

“Ele é considerado o mais inventivo dos nossos escritores e ninguém nunca escreveu uma biografia dele. Havia uma demanda de biografar o maior escritor brasileiro de todos os tempos”, pontuou.

Leonêncio Nossa começou a levantar dados e a colher informações para trabalhar na biografia em 2006 e gostou do que conheceu. “A vida dele é muito agitada, apesar de ter sido escritor. Viveu tempos de guerra com riscos de morte e [essa história] não estava descrita. Foi uma surpresa a cada dia”, contou.

“O que me chamou muita atenção é que desde criança ele tinha um projeto de literatura e a vida toda se dedicou a esse projeto. Era um homem que vivia para contar histórias”, disse, acrescentando que Rosa nasceu em Cordisburgo e depois foi levado pelo avô para estudar em Belo Horizonte.

Características

O biógrafo revelou que Rosa deu a personagens de Grande Sertão: Veredas, nomes de pessoas do seu conhecimento, tanto da família e da cultura quanto da política. Entre os jagunços do romance, está, por exemplo, o Dos Anjos, que é referência a Augusto dos Anjos e também parentes: o avô dele, o major Luiz Guimarães. 

“Ele trouxe pessoas com quem convivia, de certa forma, para dentro do romance, que tem um caráter muito autobiográfico, algo que não estava colocado antes da biografia”, comentou.

Rosa tinha ainda outro comportamento interessante: enquanto escrevia o livro, ele ouvia programas da Rádio Nacional com artistas como as cantoras Marlene, Emilinha Borba, Ademilde Fonseca e Virgínia Lane. O cinema também o inspirava e um dos filmes que assistiu durante a produção de Grande Sertão foi Os Sete Samurais, do diretor Akira Kurosawa.

Além disso, trabalhava muito na divulgação dos seus livros. No lançamento de Sagarana, foram publicados mil exemplares. O autor ficou com 500 cópias e fez uma lista das pessoas mais importantes que escreviam em jornais do país e mandou o livro para elas. 

“Mandou para Getúlio Vargas, para Monteiro Lobato, Carlos Drummond de Andrade. O Rosa trabalhava muito na divulgação”, relatou Nossa, informando ainda que o lançamento de Grande Sertão: Veredas foi na Livraria José Olímpio, na Rua do Ouvidor, centro do Rio, no dia 16 de julho de 1956.

Linguagem

Quando o livro foi lançado, recebeu muitas críticas, especialmente pela linguagem popular dos personagens usada por Rosa e identificada como “de outro planeta”.

“Os personagens que os críticos diziam que falavam como em Marte na verdade falavam como o povo do interior do Brasil. Mostrou que parte da intelectualidade desconhecia este ‘outro planeta’, que é o Brasil”, contou Nossa.

“Rosa disse uma vez que as pessoas achavam que ele tinha inventado uma língua. ‘Eu não inventei uma língua. Os vaqueiros de Minas Gerais, da Bahia, de Goiás falam assim’. Parte da intelectualidade não entendeu o Grande Sertão”, observou o biógrafo.

Leonêncio reforçou a avaliação lembrando que o começo do livro é com a palavra “nonada”, que muita gente pensa ser um neologismo. 

“Na verdade, era muito recorrente nos jornais brasileiros que escreviam, por exemplo, ‘o governo acha que “nonada” o que ocorre com a população’. O Rosa usa palavras que não são mais usadas no seu livro e aí acham que é um neologismo”, afirmou, completando que há neologismos na obra do escritor, mas não é só isso.

Ao mesmo tempo em que era considerado um livro difícil, destacou o jornalista, estava sempre entre os mais vendidos. “Isso já em 56. O que ocorre é que a musicalidade no linguajar dos personagens causa muita empatia, tanto que é um livro que deve ser lido em voz alta porque com a musicalidade é fácil de entender”, apontou.

Registros

A cantora e compositora Adriana Calcanhoto que tem nas obras de Guimarães Rosa uma fonte de inspiração, destacou que se não o escritor não tivesse usado a linguagem no livro correria o risco de não ter mais registros daquela forma de falar popular. 

“É um trabalho extraordinário que ele faz, antes da escrita dele do Grande Sertão, é da compilação que ele faz daquela fala e aí, claro tem o gênio dele na escrita e na história”, disse em entrevista à Agência Brasil.

“É uma leitura obrigatória. Grande Sertão é um livro que todo mundo tem que ler pelo menos uma vez. Quando você lê ele mais de uma vez, e é um clássico, por isso, é outro livro e a gente é outra pessoa depois disso”, apontou, destacando ainda a aceitação mundial da obra.

“É uma coisa louca que seja mundialmente, porque é difícil tradução. É um livro que interessa ao mundo todo, exatamente por ser tão regional e universal. Cada ano que passa, ele só cresce”, observou.

Cadeira 2

Ocupar a cadeira 2 que já foi de Guimarães Rosa na ABL não é a única proximidade que Eduardo Giannetti tem com o escritor que aprendeu a admirar ainda na infância. Lendo a biografia de Leonêncio Nossa, descobriu que tem um parentesco com o escritor.

“Uma coisa que me deixou bastante surpreso e até emocionado lendo a biografia do Leonêncio é que o Guimarães Rosa é meu parente. O pai do Guimarães Rosa se chamava Florduardo e o apelido era Fulô, que era primo do meu bisavô João Pinheiro. Ele chegou a morar na casa do pai do Guimarães Rosa”.

Esse fato não era de conhecimento da família do acadêmico e isso ele ainda não chegou a conversar com o biógrafo que esclareceu essa linhagem. “O Guimarães Rosa a certa altura, jovem ainda, esboçou o desejo em cartas ao pai, de escrever uma biografia do João Pinheiro que é meu bisavô lá de Caeté. Ele admirava muito João Pinheiro ouvindo as histórias que o pai contava do primo”, apontou Giannetti.

“Ainda por cima teve isso”, disse satisfeito, confirmando que fechando o círculo, a cadeira 2 tinha que ser ocupada por ele. “Como diria o Guimarães ‘nada nesse mundo é por acaso’. A grande pena é que os meus pais não sobreviveram para saber que o Guimarães vem de uma família mineira muito próxima que é a de João Pinheiro, avô do meu pai”, comentou o acadêmico.

Ao saber que ocuparia a cadeira 2 se sentiu “um pouco oprimido, um pouco opressivo”, mas reconheceu que foi bom porque suscitou um emprenho renovado de aprofundamento na obra de Rosa, resultando em um ensaio que escreveu para a Revista Piauí, publicado na edição de junho. Fez ainda uma versão compacta do ensaio destinada à publicação da edição comemorativa dos 70 anos de Grande Sertão: Veredas que foi lançada pela editora Companhia das Letras.

“Fico feliz sempre que me chamam para falar de Guimarães Rosa”, revelou Giannetti.

“Rosa foi um homem muito obstinado em desenvolver uma grande literatura. Chama atenção que ele transformou o jeito simples do povo brasileiro, especialmente, dos sertanejos em uma linguagem de riqueza universal”, indicou Leonêncio Nossa.

BTG Pactual revela novos detalhes do cartão World Legend Mastercard; veja os benefícios esperados

Por MRNEWS:

BTG Pactual revela novos detalhes do cartão World Legend Mastercard; veja os benefícios esperados

O mercado de cartões de crédito de alta renda deve ganhar um novo concorrente nos próximos dias. O BTG Pactual prepara o lançamento do World Legend Mastercard, produto voltado aos clientes do segmento Private e de altíssimo patrimônio. Antes mesmo da apresentação oficial, novas informações sobre os benefícios começaram a circular e mostram que o banco pretende oferecer um pacote robusto de vantagens para viagens, compras e experiências exclusivas, segundo HUGO REIS,  do viagemblack.com.br.

Entre os destaques estão uma pontuação elevada, opção de cashback, isenção de IOF em compras internacionais, acesso a salas VIP e um generoso bônus de boas-vindas para novos clientes.

Pontuação de até 4,5 pontos por dólar

De acordo com as informações antecipadas, o novo cartão permitirá ao cliente escolher entre acumular pontos ou receber cashback nas compras realizadas.

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A estrutura prevista será a seguinte:

Compras Benefício
Compras nacionais 4,5 pontos por dólar ou 2% de cashback
Compras internacionais 4,5 pontos por dólar ou 2% de cashback, além de IOF Zero

Caso os dados sejam confirmados no lançamento oficial, o World Legend do BTG passará a integrar o grupo dos cartões com maior pontuação do mercado brasileiro.

Outro diferencial importante será a isenção do IOF nas compras realizadas no exterior, substituindo o modelo atual de desconto parcial oferecido em alguns produtos da instituição.

Pacote completo de seguros

O BTG também deverá apostar em um dos maiores pacotes de proteção para viagens disponíveis atualmente.

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Os benefícios previstos incluem:

  • Seguro viagem AIG com cobertura de até US$ 1 milhão;
  • Seguro internacional Omint para o titular e mais dois beneficiários indicados, com cobertura de até US$ 175 mil.

Essas coberturas podem representar uma economia significativa para quem viaja frequentemente ao exterior.

Salas VIP e benefícios exclusivos

Os clientes do World Legend deverão contar com acesso às principais redes de salas VIP do mundo.

Entre os benefícios divulgados estão:

  • DragonPass;
  • LoungeKey;
  • Fast Track Mastercard em aeroportos participantes;
  • Programa gastronômico Taste of Priceless.

Além disso, o cartão deverá oferecer experiências especiais em hotéis e restaurantes reconhecidos pelo Guia Michelin.

Parcerias voltadas para viagens

O pacote de vantagens também inclui benefícios exclusivos em empresas parceiras.

Uma delas é a Rhino, que deverá oferecer créditos para deslocamentos entre aeroportos e cidades.

Outra parceria será com a vinícola italiana Argiano, disponibilizando descontos em hospedagens e na compra de vinhos para os portadores do cartão.

Welcome bonus pode chegar a 100 mil pontos

Outro atrativo será a campanha de lançamento.

Segundo as informações divulgadas, novos clientes poderão escolher entre:

  • 100 mil pontos BTG; ou
  • R$ 3 mil em cashback.

A bonificação dependerá do cumprimento das regras promocionais, que deverão ser apresentadas pelo banco no lançamento oficial.

Mensalidade de R$ 400 com possibilidade de isenção

O World Legend terá mensalidade prevista de R$ 400, totalizando R$ 4.800 por ano.

Entretanto, o BTG utilizará um sistema de descontos baseado no volume de gastos do cliente.

Para cada R$ 1.000 gastos, haverá um desconto de R$ 10 na mensalidade.

Assim, clientes que movimentarem R$ 40 mil por mês no cartão poderão obter isenção total da cobrança.

Cartão será voltado para clientes Private

Embora os critérios oficiais ainda não tenham sido divulgados, a expectativa é que o produto seja destinado aos clientes do segmento Private e investidores com elevado patrimônio financeiro.

O lançamento acontece em um momento de forte concorrência entre os bancos brasileiros, que vêm ampliando suas ofertas de cartões ultra premium para disputar o público de alta renda.

Mercado de cartões premium está mais competitivo

Nos últimos meses, diversas instituições financeiras anunciaram novos produtos da categoria World Legend ou reforçaram seus cartões de alta renda com benefícios adicionais.

Além da pontuação elevada, os diferenciais passaram a incluir acesso ilimitado a salas VIP, experiências gastronômicas, seguros internacionais mais robustos e vantagens exclusivas para viagens.

O BTG Pactual busca entrar nessa disputa oferecendo um cartão que reúne praticamente todos esses benefícios em um único produto.

Vale a pena esperar?

Como o lançamento oficial ainda não ocorreu, alguns detalhes poderão sofrer alterações.

Mesmo assim, as informações divulgadas indicam que o BTG World Legend Mastercard deverá chegar ao mercado como uma das principais opções para clientes de altíssima renda que priorizam viagens, acúmulo de pontos e experiências exclusivas.

Resta aguardar a confirmação oficial das regras, dos critérios de elegibilidade e das condições do programa de recompensas para avaliar como o novo cartão se posicionará diante de concorrentes como Itaú, Bradesco, Santander, Sicoob e outros emissores do segmento ultra premium.

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Renato Machado morre aos 83 anos; jornalista marcou gerações no Bom Dia Brasil

Por MRNEWS:

Renato Machado morre aos 83 anos; jornalista marcou gerações no Bom Dia Brasil

O jornalismo brasileiro perdeu nesta quinta-feira (16) um de seus nomes mais respeitados. O jornalista Renato Machado, ex-apresentador do Bom Dia Brasil e um dos profissionais mais conhecidos da TV Globo, morreu aos 83 anos. A informação foi confirmada pela emissora, que destacou a longa trajetória do comunicador na televisão brasileira.

Renato estava internado na Clínica São Vicente, localizada na Gávea, Zona Sul do Rio de Janeiro. Até o momento, a causa da morte não foi divulgada oficialmente pela família ou pela TV Globo.

Uma carreira de mais de quatro décadas na TV Globo

Renato Machado construiu uma trajetória de destaque no jornalismo nacional. Durante mais de 40 anos na TV Globo, participou da cobertura de alguns dos acontecimentos mais importantes do Brasil e do mundo.

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O jornalista ficou nacionalmente conhecido por comandar o Bom Dia Brasil entre 1996 e 2011. Sua postura serena, credibilidade e estilo elegante ajudaram a consolidar o telejornal como uma das principais referências da programação jornalística da emissora.

Ao longo da carreira, também atuou como correspondente internacional, apresentador eventual do Jornal Nacional e repórter especial do Globo Repórter, sempre participando de coberturas de grande relevância.

Correspondente internacional e grandes reportagens

Além da atuação nos estúdios, Renato Machado trabalhou durante anos como correspondente internacional da Globo.

Baseado em cidades como Nova York e Londres, acompanhou eleições, conflitos, eventos diplomáticos e transformações políticas que marcaram a história recente. Seu trabalho era reconhecido pela precisão das informações e pela linguagem clara, características que fizeram dele um dos jornalistas mais admirados do país.

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Após deixar a bancada do Bom Dia Brasil, voltou ao jornalismo internacional e, posteriormente, passou a integrar a equipe do Globo Repórter, produzindo matérias especiais sobre diferentes temas.

Paixão por vinhos e gastronomia

Fora do ambiente dos telejornais, Renato Machado também cultivava outra grande paixão: o universo dos vinhos.

Nos últimos anos, tornou-se uma referência na área, escrevendo sobre enologia, participando de eventos especializados e compartilhando conhecimento sobre gastronomia e cultura do vinho.

Essa atuação ampliou ainda mais sua imagem pública, mostrando um lado mais descontraído do jornalista conhecido pela seriedade na televisão.

Causa da morte ainda não foi informada

Após a confirmação da morte, muitos internautas passaram a pesquisar sobre a causa do falecimento do jornalista.

Até a publicação desta matéria, não havia qualquer informação oficial sobre o motivo da morte. A família e a TV Globo apenas confirmaram o falecimento e informaram que Renato Machado estava internado no Rio de Janeiro.

Novas informações deverão ser divulgadas assim que houver manifestação oficial dos familiares ou da equipe médica.

Legado para o jornalismo brasileiro

Renato Machado deixa uma contribuição importante para o jornalismo nacional. Sua carreira foi marcada pelo compromisso com a informação de qualidade, pela ética profissional e pela capacidade de explicar temas complexos de forma clara ao público.

Ao longo de décadas, tornou-se uma das vozes mais reconhecidas da televisão brasileira, conquistando o respeito de colegas de profissão e a confiança dos telespectadores.

Sua trajetória permanece como referência para novas gerações de jornalistas, consolidando seu nome entre os grandes profissionais da comunicação no Brasil.

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Nobel da economia diz que impacto da IA no emprego é superestimado

Por MRNEWS:

O temor de um desemprego em massa provocado pela Inteligência artificial (IA) não encontra eco nos dados reais da macroeconomia, segundo o vencedor do Prêmio Nobel de Economia de 2010, Christopher Pissarides.

O especialista em dinâmica do mercado de trabalho afirma que a IA tem atuado muito mais como uma ferramenta de assistência ao trabalhador do que como um vetor de substituição de mão de obra.

A análise foi feita durante a 25ª Conferência da Society for the Advancement of Economic Theory (SAET), no Instituto de Matemática Pura e Aplicada (IMPA), no Rio de Janeiro.

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“Há alguns poucos exemplos de aumento de desemprego que ganham toda a publicidade, especialmente nas empresas de tecnologia, que envolvem realmente milhares de trabalhadores. Mas se você olhar para o quadro geral da macroeconomia, essas coisas são muito, muito pequenas”, diz Pissarides.

“Em áreas tradicionais do mercado de trabalho, como a construção civil, por exemplo, há um aumento na demanda. Há também novos empregos surgindo para aumentar a segurança, manutenção, robótica, equipamentos, segurança, análise de dados de programas, e assim por diante”, complementa.

O economista também refletiu sobre a velocidade com que as habilidades profissionais se tornam obsoletas em um mundo mais tecnológico. Uma pesquisa liderada por ele analisou a probabilidade de um trabalhador precisar de novos treinamentos após oito anos no mesmo cargo. A conclusão é de quem trabalha diretamente com tecnologia é mais impactado pela urgência de aprendizado contínuo.

Profissões ligadas à educação e ao cuidado humano (como professores e enfermeiros) não registraram nenhuma mudança drástica nas habilidades exigidas após quase uma década.

Desigualdades regional e salarial

Apesar do otimismo macroeconômico em relação ao volume de empregos, Pissarides demonstrou preocupação com a distribuição geográfica e financeira destes ganhos. A IA, segundo ele, tem funcionado como uma força centralizadora de riqueza.

Dados de sua pesquisa apontam que cerca de 60% dos investimentos em IA concentram-se em grandes metrópoles e polos de elite (como o eixo Londres-Oxford-Cambridge, no Reino Unido). Essa hiperconcentração cria uma divisão econômica regional severa, deixando o interior e áreas periféricas à margem do desenvolvimento.

Sobre os os empregos que são mais imunes à automação, como a hotelaria e a enfermagem, o principal problema apontado é a precarização salarial. Segundo Prissarides, como são setores que dependem do contato humano e não registram saltos de produtividade via algoritmos, eles correm o risco de ver seus salários estagnados se não houver intervenção do poder público.

“O maior desafio com esses setores é como garantir que eles sejam bem pagos, dado que eles não conseguem mostrar [ganho de produtividade]. Como um enfermeiro trabalhando em um hospital movimentado pode melhorar sua produtividade? Portanto, eles têm que depender de dinheiro do governo. E se o governo não tiver dinheiro, eles não serão pagos, o que é a coisa mais triste”, avalia o Nobel de Economia.

O professor defendeu uma reforma nos sistemas de ensino, criticando a especialização precoce das escolas. Para sobreviver à era da IA, a melhor estratégia não é dominar um código técnico específico, mas sim “aprender a aprender”, combinando ciências exatas com uma sólida base em ciências sociais e humanidades.

Teoria econômica

A 25ª Conferência da Society for the Advancement of Economic Theory (SAET) é um encontro internacional dedicado à teoria econômica.

Até sábado (18), outros nomes importantes da área participarão de palestras no IMPA. Além de Pissarides, estarão presentes James Heckman, da Universidade de Chicago, vencedor do Nobel de Economia em 2000 por trabalhos em econometria e avaliação de políticas públicas; e Lars Peter Hansen, professor na mesma instituição, vencedor do Nobel em 2013 pelas contribuições empíricas e teóricas na precificação de ativos financeiros.

Outros nomes de destaque citados na programação são José Scheinkman (Columbia University), Michael Woodford (Columbia University), Andreu Mas-Colell (Universidade Pompeu Fabra), Timothy J. Kehoe (Universidade de Minnesota), Felix Kübler (Universidade de Zurique), Piotr Dworczak (Northwestern University) e M. Ali Khan (Johns Hopkins University).

Na edição deste ano, há uma homenagem especial aos 80 anos do economista brasileiro Aloisio Araujo, pesquisador emérito do IMPA e professor da Fundação Getulio Vargas (FGV). Ele desenvolveu pesquisas nas áreas de equilíbrio geral, macroeconomia, mercados financeiros e economia da informação.

“Eu fico muito feliz de chegar aos 80 anos ao lado de amigos, estudantes e ex-estudantes. O formato presencial do evento permite que pesquisadores se encontrem em diferentes momentos e compartilhem ideias sobre a produção científica. Isso possibilita a discussão direta de artigos que ainda não foram publicados, aproxima o Brasil da fronteira do conhecimento científico atual e diminui a distância geográfica e de acesso às discussões mais recentes”, disse Aloisio Araujo.

Vitória manda Botafogo para lanterna na volta do Brasileiro Feminino

Por MRNEWS:

Após 57 dias, a bola voltou a rolar pelo Campeonato Brasileiro Feminino de futebol. Nesta sexta-feira (17), o Vitória derrotou o Botafogo por 2 a 0 no Barradão, em Salvador, em jogo atrasado da sétima rodada da competição.

O primeiro triunfo afastou as Leoas da lanterna e da zona de rebaixamento do Brasileirão, que engloba os dois últimos colocados entre os 18 participantes. A equipe baiana soma os mesmos seis pontos do América-MG, mas fica à frente, em 16º, pelo número de gols marcados (nove a seis). Já as Gloriosas seguem com cinco pontos, agora em último lugar, sem vencer há 11 rodadas.

A partida estava marcada para 22 de abril, mas teve de ser reagendada após um surto de problemas gastrointestinais acometer 16 integrantes da delegação do Botafogo em Salvador, entre jogadoras e membros da comissão técnica.

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O duelo, inicialmente remarcado para 31 de maio, foi adiado outras duas vezes. Primeiro devido ao compromisso do Vitória na Copa do Brasil Feminina, contra o Atlético-MG. Depois, por conta da partida do clube baiano diante do Vasco, na última quinta-feira (17), no retorno do Brasileirão Masculino, que também seria no Barradão.

Com a bola rolando, o Botafogo até foi até melhor no primeiro tempo, mas o Vitória se destacou na eficiência. Aos 42 minutos, a meia Lany driblou a atacante Fernanda Tipa pela esquerda e cruzou para a volante Pipoca, quase de costas para o gol, cabecear para as redes.

Na etapa final, as Leoas chegaram ao gol do triunfo aos 31 minutos. A volante Vik Moura levantou na área pela direita, a zagueira Thaynara se antecipou para afastar o perigo, mas deu bobeira na frente da atacante Joicy Garcez, que aproveitou para definir o placar no Barradão.

O próximo compromisso do Vitória será no dia 26 de julho, um domingo, às 11h (horário de Brasília), contra o líder Corinthians, no Parque São Jorge, em São Paulo, com transmissão ao vivo da TV Brasil. Já o Botafogo tem um novo desafio em solo baiano. No dia 27, uma segunda-feira, as Gloriosas pegam o Bahia na Arena Cajueiro, em Feira de Santana (BA), às 19h.

Brasil perde para EUA e volta a se complicar na Liga das Nações

Por MRNEWS:

O Brasil foi superado pelos anfitriões Estados Unidos por 3 sets a 0 (parciais de 25/23, 25/19 e 25/18) na noite de quinta-feira (17) em Chicago, e se distanciou da zona de classificação para a fase final da Liga das Nações de vôlei masculino. Após a quarta derrota em 10 jogos, a Amarelinha ocupa a oitava posição, com 16 pontos. Apenas os sete primeiros colocados entre 18 nações participantes avançam às quartas de final – a oitava vaga é reservada à China, que sediará a reta final do torneio.

Para seguir com chance de passar à próxima fase, a equipe comandada pelo técnico Bernardinho precisará vencer a Polônia (3ª colocada na Liga) na noite desta sexta (17), a partir das 22h (horário de Brasília) e superar a China (lanterna do torneio) no domingo (19), às 14h.

Para a partida desta sexta (17), Bernardinho escalou os seguintes jogadores Brasília e Cachopa (levantadores); Bryan e Darlan (opostos); Adriano, Arthur Bento, Honorato e Lucarelli (ponteiros);  Flávio, Judson, Pinta e Barreto (centrais); e Maique e Pureza (líberos). 

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Próximos jogos do Brasil

sexta (17) – 22h – Brasil x Polônia

domingo (19) – 14h – Brasil x China

Anac alerta para risco de trote com óleo de avião após morte de piloto

Por MRNEWS:

O engenheiro e aspirante a piloto Gustavo Henrique Lara teve uma reação alérgica e morreu na tarde desta quinta-feira (16) após um banho de óleo de aviação comemorativo de seu primeiro voo solo no Centro de Instrução de Aviação Civil (CIAC) de Ponta Grossa (PR). 

O trote, prática comum para marcar a conquista entre jovens pilotos, levou a uma reação alérgica grave. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) de Ponta Grossa confirmou que atendeu o jovem, de 27 anos, e o levou a um hospital na região, onde faleceu.

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) emitiu um alerta de que produtos químicos aeronáuticos, como óleos e lubrificantes de aviação, não devem, em hipótese alguma, ter contato com a pele, podendo trazer riscos à saúde.

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“A Agência reitera a escolas de aviação, aeroclubes e demais organizações de instrução que, na aviação, a segurança vem sempre em primeiro lugar. Por isso, é essencial repensar ritos de conclusão de etapas da formação e garantir que qualquer manifestação seja conduzida de forma responsável, sem expor alunos, instrutores ou terceiros a risco”, explicou, em nota, a Anac, que acompanha o caso.  

As circunstâncias da morte de Gustavo seguem em apuração pela Polícia Civil. Em nota, o CIAC Ponta Grossa afirmou permanecer à disposição das autoridades competentes e disse que prestará apoio aos familiares, dentro de suas possibilidades.

Quem eram o casal e a filha que morreram em grave acidente na Rodovia Fernão Dias, em Minas Gerais

Por MRNEWS:

Quem eram o casal e a filha que morreram em grave acidente na Rodovia Fernão Dias, em Minas Gerais

Uma tragédia na Rodovia Fernão Dias (BR-381) comoveu moradores de Minas Gerais nesta semana. Um casal e a filha adolescente morreram após um grave acidente registrado na noite de segunda-feira (13), no município de Campanha, no Sul de Minas. As vítimas eram moradores de Belo Horizonte e foram sepultadas na quarta-feira (15), sob forte comoção de familiares, amigos e membros da igreja que frequentavam.

Vítimas foram identificadas

As vítimas fatais foram identificadas como:

  • Jefferson Rodrigues Ferreira, de 40 anos;
  • Sirlene Marques de Souza, de 41 anos, conhecida como Leninha;
  • Lara Ferreira Marques, de 16 anos.

A morte da adolescente tornou a tragédia ainda mais dolorosa. Lara completaria 17 anos no dia 14 de julho, apenas um dia após o acidente que tirou a vida de toda a família.

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Família era conhecida na igreja

Segundo informações divulgadas pela Assembleia de Deus Regional Guarani São Bernardo, em Belo Horizonte, Sirlene Marques de Souza atuava como coordenadora do Departamento Feminino da congregação e era bastante conhecida entre os fiéis.

Em nota oficial, a igreja lamentou profundamente a perda da família e prestou solidariedade aos parentes e amigos.

“Manifestamos nossa solidariedade e expressamos nossas mais sinceras condolências aos familiares e amigos, rogando a Deus que conceda consolo, força e paz neste momento de dor”, destacou a instituição.

O velório foi realizado na sede da igreja, localizada no Bairro Guarani, em Belo Horizonte. Já o sepultamento aconteceu no Cemitério Belo Vale, em Santa Luzia, na Região Metropolitana da capital mineira.

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Como aconteceu o acidente

De acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), o acidente ocorreu por volta das 19h18, no quilômetro 777,6 da BR-381, em Campanha.

A família viajava em um Toyota Corolla, que seguia no sentido Belo Horizonte. Por razões que ainda estão sendo investigadas, o veículo atravessou o canteiro central da rodovia e invadiu a pista contrária, colidindo frontalmente com uma carreta carregada com aproximadamente 45 toneladas de soja, que seguia em direção a São Paulo.

Com a violência do impacto, Jefferson, Sirlene e Lara morreram ainda no local.

Motorista da carreta teve ferimentos leves

O condutor da carreta sofreu apenas ferimentos leves. Conforme informou a PRF, ele permaneceu no local do acidente, colaborou com as autoridades e realizou o teste do bafômetro, cujo resultado foi negativo para consumo de álcool.

Após a colisão, a carreta saiu da pista e tombou às margens da rodovia, espalhando a carga de soja pela faixa de domínio da BR-381.

Trânsito ficou parcialmente interditado

A concessionária responsável pela administração da Rodovia Fernão Dias informou que a faixa da direita e o acostamento permaneceram interditados durante o atendimento da ocorrência.

O acidente provocou cerca de três quilômetros de congestionamento, e a rodovia só foi totalmente liberada durante a madrugada de terça-feira (14).

Polícia Civil investiga as causas

A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) instaurou investigação para apurar as circunstâncias do acidente.

Até o momento, não foi divulgado o que levou o automóvel a atravessar o canteiro central e invadir a pista contrária. A perícia técnica foi realizada no local, e novos detalhes deverão ser divulgados conforme o andamento das investigações.

Comoção nas redes sociais

A morte da família gerou grande repercussão nas redes sociais. Amigos, familiares e membros da comunidade religiosa prestaram homenagens às vítimas, destacando a dedicação de Sirlene à igreja, o carinho de Jefferson pela família e os sonhos da jovem Lara, cuja vida foi interrompida às vésperas de completar mais um ano de idade.

A tragédia reforça a preocupação com os acidentes registrados na BR-381, uma das rodovias com maior movimento do país, frequentemente palco de graves ocorrências.

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Bolsonaro pede autorização para receber Milei na prisão domiciliar

Por MRNEWS:

A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro pediu nesta sexta-feira (17) ao Supremo Tribunal Federal (STF) autorização para receber a visita do presidente da Argentina, Javier Milei, em sua casa, onde cumpre prisão domiciliar, no dia 25 de julho.

Os advogados informaram que Milei virá ao Brasil e pretende encontrar Bolsonaro. 

A defesa de Bolsonaro também solicitou autorização para que membros da delegação argentina também possam participar da visita.

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A comitiva será composta pelo ministro das Relações Exteriores, Pablo Quirino, a secretária-geral da presidência, Karina Milei, e o intérprete Enrique Luis de Boero Baby.

“Em absoluta cautela e em estrita observância às determinações emanadas por Vossa Excelência, submete-se previamente o presente requerimento à apreciação desse Juízo, a fim de que seja expressamente autorizada a realização da referida visita pretendida”, solicitou a defesa.

Durante o cumprimento da pena, as visitas devem ser autorizadas previamente pelo ministro Alexandre de Moraes, relator da execução penal.

No ano passado, Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses de prisão no processo sobre uma tentativa de golpe de estado no Brasil. Em seguida, após passar por uma cirurgia, ele ganhou o direito de cumprir prisão domiciliar. O ex-presidente se recupera de uma pneumonia bacteriana.

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MPF pede suspensão do programa Tolerância Zero na orla do Rio

Por MRNEWS:

O Ministério Público Federal (MPF) ingressou na Justiça Federal com uma ação civil pública para suspender os efeitos do programa Tolerância Zero, instituído pela Prefeitura do Rio de Janeiro, nesta semana, para disciplinar o comércio ambulante nas praias do Leme, Copacabana, Ipanema e Leblon, na zona sul da cidade.

O MPF pede na ação que a União e o município elaborem um planejamento para a gestão das praias, capaz de conciliar o ordenamento urbano, o enfrentamento ao crime organizado e a proteção dos direitos fundamentais dos trabalhadores ambulantes.

O procurador regional adjunto dos Direitos do Cidadão Julio Araujo afirma na ação que a prefeitura implantou uma política permanente de fiscalização das praias sem observar as normas federais que disciplinam a gestão desses espaços

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Segundo o MPF, “o programa foi criado sem diálogo com a União, titular das praias, sem participação da sociedade e sem medidas voltadas aos milhares de trabalhadores que dependem do comércio ambulante para sobreviver”.

O documento destaca que o município não convocou o Termo de Adesão à Gestão de Praias (TAGP), nem elaborou o Plano de Gestão Integrada previsto no Projeto Orla, considerados essenciais para esse tipo de intervenção.

O MPF argumenta que, embora o enfrentamento ao crime organizado e o combate à exploração ilegal do espaço público sejam necessários, “esses objetivos não autorizam a adoção de medidas que atinjam indistintamente trabalhadores que exercem atividade lícita e aguardam, há décadas, políticas públicas que não só os reconheça, mas também os inclua no planejamento da cidade’.

Na petição, Julio Araujo sustenta ainda que o programa prevê ações amplas de apreensão de mercadorias e restrição ao comércio ambulante sem que o município tenha implementado políticas públicas de regularização para a categoria. 

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“O resultado é a imposição de restrições severas ao direito ao trabalho justamente sobre uma população formada, em grande parte, por pessoas negras, migrantes, refugiadas e trabalhadores em situação de vulnerabilidade social, que dependem dessa atividade para garantir sua subsistência”, afirma a procuradoria.

O MPF reconhece a necessidade de combater organizações criminosas e coibir a exploração ilegal do espaço público, mas afirma que esses objetivos não autorizam medidas que tratem toda uma categoria profissional como suspeita nem dispensam o dever do Estado de construir políticas públicas capazes de garantir condições dignas de trabalho. 

“O combate ao crime deve ser direcionado aos responsáveis pelas atividades ilícitas, e não utilizado para justificar restrições generalizadas ao exercício de uma atividade profissional reconhecida pela legislação”, defende o MPF.

Tolerância Zero

O programa Tolerância Zero teve início na manhã de quinta-feira (16), com a apreensão de mercadorias e revolta dos ambulantes, que realizaram uma manifestação na orla de Copacabana, que se estendeu até ao Leme, em frente ao Copacabana Palace.

O objetivo da operação é combater a exploração ilegal do espaço público pelo crime organizado. 

“Vender produto de origem ilegal ou alugar equipamento com origem criminosa é crime. O recado é para que, a partir da data do início dessa operação, essas pessoas não procurem ocupar esses espaços ilegalmente, porque a tolerância vai ser zero. Quando você não tem legalização, você não pode desempenhar nenhuma atividade econômica no espaço público”, afirmou o prefeito Eduardo Cavaliere.

Ao todo, 320 homens da Guarda Municipal com apoio da Polícia Militar foram divididos em dois turnos para o patrulhamento da orla da zona sul. O programa será baseado na ocupação territorial contínua, no patrulhamento ostensivo e na fiscalização integrada, com uso de tecnologias de monitoramento.

“Além da permanência territorial, vamos ter diversas ações de inteligência com a Polícia Civil e com a Polícia Militar. Somando Leme, Copacabana, Ipanema e Leblon, nós já identificamos mais de mil pontos de venda explorados ilegalmente”, informou a prefeitura. 

“Teremos fiscalizações diárias com patrulhamento ostensivo, pontos com controle de acesso, apreensões de mercadorias irregulares e combate aos depósitos clandestinos”, explicou o secretário municipal de Ordem Pública, Marcus Belchior.

A Agência Brasil entrou em contato com a prefeitura do Rio de Janeiro e está aberta a manifestações.