Lula critica uso da força por nações ricas para invadir outros países

Por MRNEWS:

Em discurso neste sábado (21) ,durante a 10ª  Cúpula de Chefes de Estado e de Governo da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac) e do I Fórum Celac-África, em Bogotá, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou as crescentes intimidações à soberania da América Latina e do Caribe e a retomada da política colonialista por parte dos Estados Unidos (EUA). 

“Não é possível alguém achar que é dono dos outros países. O que estão fazendo com Cuba agora? O que fizeram com a Venezuela? Isso é democrático?

Ele questionou ainda em que parágrafo e em que artigo da Carta da Organização das Nações Unidas (ONU) está dito que o presidente de um país pode invadir o outro? “Em que documento do mundo está dito isso? Nem da Bíblia. Não existe nada que permita que isso aconteça. É a utilização da força e do poder para nos colonizar outra vez?”.

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O presidente citou como exemplo o caso da Bolívia, que sofre com a pressão dos Estados Unidos para a venda dos minerais críticos, como o lítio, utilizados na confecção de baterias elétricas, essenciais à transição para uma matriz energética baseada em fontes renováveis.

Lula citou o passado de países da América Latina, do Caribe e da África, vítimas do regime colonial que saqueou suas riquezas. “Aqui, neste plenário, todo mundo tem experiência de que o seu país já foi saqueado em tudo que é ouro que tinha, tudo que é prata, que é diamante, tudo que é minério”, disse.

“Ou seja, já levaram quase tudo da Bolívia. Agora que a Bolívia tem minerais críticos, é a chance da Bolívia, da África, da América Latina não aceitar ser apenas exportador de minerais para eles”, acrescentou.

O presidente disse ainda que esses materiais devem ser utilizados para promover o desenvolvimento tecnológico dos países africanos e latinoamericanos, para “dar um salto de qualidade na produção de combustíveis alternativos”.

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“Quem quiser que venha se instalar e produzir no país, para que a gente tenha a chance de desenvolvê-lo, nós já fomos colonizados, fizemos luta pela independência, conquistamos democracia, perdemos democracia, agora estão querendo nos colonizar outra vez”, defendeu.

Para ele, é preciso gritar alto e bom som para não permitir que isso aconteça em outros países, o que já aconteceu em Gaza recentemente, por exemplo.

O presidente voltou a criticar a falta de atuação do Conselho de Segurança da ONU para impedir a proliferação de conflitos ao redor do mundo. Ele citou os ataques dos EUA e de Israel ao Irã, o genocídio na Faixa de Gaza, os conflito na Líbia e as guerras no Iraque e na Ucrânia.

“O que estamos assistindo no mundo é a falta total e absoluta de funcionamento das Nações Unidas. O Conselho de Segurança da ONU e os seus membros permanentes foram criados para tentar manter a paz. E são eles que estão fazendo as guerras”, afirmou.

Ele defendeu uma tomada de atitude para não permitir que os países mais poderosos se achem donos dos países mais frágeis. “Quando é que a ONU vai convocar uma reunião extraordinária para que a gente decida qual é o papel dos membros do Conselho de Segurança? Por que não se renova? Por que não se colocam mais países representando o Conselho de Segurança da ONU?, perguntou.

Lula também criticou o investimento cada vez maior em armamentos, em contraste com os recursos destinados ao combate à fome.

“É importante que a gente não perca de vista que, enquanto se gastou no ano passado US$ 2,7 trilhões em armas e guerras, nós ainda temos 630 milhões de pessoas passando fome. Ainda temos milhões de seres humanos sem energia elétrica. E ainda temos milhões de seres humanos sem acesso à educação e outros milhões e milhões de mulheres e crianças que são resultado dessas guerras fratricidas e que ficam abandonados sem documento, sem residência, sem ter sequer uma pátria onde morar”, lamentou.

Além de Lula, participam da cúpula da Celac o presidente colombiano, Gustavo Petro, o uruguaio Yamandú Orsi e o primeiro-ministro de São Vicente e Granadinas, Ralph Gonsalves. Vinte chanceleres também marcam presença

Ao falar da cooperação entre os países africanos, da América Latina e do Caribe, o presidente disse que o multilateralismo traz oportunidades de cooperação, investimento e comércio.

“Ainda somos penalizados por uma ordem desigual, estabelecida, enquanto o colonialismo e o apartheid prevaleciam em muitas partes do mundo. Não faz sentido que a América Latina e a África não tenham representação adequada no Conselho de Segurança da ONU”, afirmou. “Precisamos manter o Atlântico Sul livre de disputas geopolíticas alheias”.

Juntos, os 55 países da União africana e os 33 países da Celac reúnem cerca de 2,2 bilhões de pessoas. Lula destacou que os países devem incrementar os esforços no combate à fome, enfrentamento às mudanças do clima, na preservação do meio ambiente, transição energética, inteligência artificial, entre outros e que essa é a guerra a ser vencida.

“Essa é a guerra que temos que fazer para acabar com a fome na África, na América Latina, acabar com o analfabetismo, acabar com a falta de energia elétrica”, afirmou.

Brasil monitora impacto da guerra na distribuição de medicamentos

Por MRNEWS:

A intensificação da guerra no Oriente Médio, que opõe Estados Unidos (EUA) e Israel ao Irã, ameaça afetar também a cadeia global de distribuição de medicamentos. A preocupação foi manifestada pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, que disse estar monitorando o cenário. 

“Toda a guerra faz mal à saúde. Ela mata pessoas, mata inocentes, destrói unidades de saúde e ela pode afetar a cadeia de distribuição global, disse ele neste sábado (21) à Agência Brasil, durante visita ao Hospital Universitário de Brasília (HUB) 

O ministro acompanhou o mutirão de exames e cirurgias voltado para mulheres pacientes do Sistema Único de Saúde. Ele disse que o ministério continua monitorando a distribuição de medicamentos e que, até este momento, não houve impacto em custos logísticos.

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Desde o início da guerra, no fim de fevereiro, quando os EUA e Israel atacaram o Irã, o maior impacto tem sido no suprimento de petróleo, base da indústria de combustíveis, mas também de outros setores, incluindo medicamentos. O preço do barril de petróleo chegou ao pico de US$ 120 e momentos de maior volatilidade. Há análises de mercado que não descartam elevações superiores, especialmente por causa da dificuldade de transporte do petróleo no Estreito de Ormuz, controlado pelo Irã, e por onde são comercializados cerca de 25% do volume global da mercadoria.

Padilha afirmou ter conversado com autoridades da China e da Índia, em viagens recentes, sobre os impactos da guerra no Irã nas rotas de entrada e saída de insumos para medicamentos. 

“Esse risco existe. A base inicial de muitos medicamentos é de produtos derivados do petróleo. Então, se você tem um aumento do preço do petróleo internacional, se você dificulta a chegada do petróleo nos países que mais fazem essas matérias-primas, como a China e a Índia, a guerra pode afetar isso”, observou.

Elefante-marinho passeia por praias de Alagoas enquanto muda a pelagem

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Por MRNEWS:

O Tribunal de Justiça do Rio (TJRJ), por meio do Núcleo de Promoção de Políticas Especiais de Enfrentamento à Violência Doméstica e Familiar (Nupevid), divulgou nessa sexta-feira (20) dados referentes à 32ª edição da Semana da Justiça pela Paz em Casa, entre os dias 9 e 13 de março.

 Nesse período, entre audiências, sentenças e medidas protetivas, foram realizados 4.491 atendimentos. O maior número diz respeito às 1.760 sentenças de violência contra a mulher no ambiente doméstico. Além disso, foram concedidas 1.163 decisões de medidas protetivas de urgência a mulheres que vinham sofrendo ameaças dentro de casa.

De acordo com dados do Observatório Judicial de Violência Contra a Mulher, o Tribunal de Justiça realizou 3.808 audiências relacionadas ao tema apenas nos meses iniciais de 2026.  

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Justiça pela Paz em Casa 

A Semana da Justiça pela Paz em Casa foi estabelecida pelo Conselho Nacional de Justiça em 2015 e tem o objetivo de ampliar a efetividade da Lei Maria da Penha e concentrar esforços para agilizar o andamento dos processos relacionados à violência de gênero. Ao longo do ano, três semanas são destacadas para realizar essas ações.  

Elefante-marinho passeia por praias de Alagoas enquanto muda a pelagem

Por MRNEWS:

As praias de alagoas estão há dez dias com um frequentador inusitado: desde o dia 11, um elefante-marinho (Mirounga leonina) está passeando pelas areias das praias de Ipioca e Garça, na capital, Maceió, e em Barra de Santo Antônio, em Paripueira. O animal está sendo monitorado pelo Instituto Biota de Conservação, organização que desenvolve ações de resgate e conservação da fauna marinha.

Segundo o instituto, o animal está em processo de mudança de pelagem – comum para a espécie – que pode levar de uma a quatro semanas. Durante esse período é comum que ele fique na praia, descansando, enquanto completa o processo.

O instituto explica que o elefante-marinho não está doente, por isso não precisa ser capturado ou de algum tipo de intervenção. Só o repouso mesmo.

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Famílias lutam para reconstruir a vida um mês depois de chuvas em MG

“Desde que foi avistado, ele vem passando pelo litoral de Alagoas no sentido sul. Ficamos monitorando para garantir que o animal não será perturbado durante o processo, pois é comum que as pessoas tenham curiosidade e tentem se aproximar”, disse à Agência Brasil a bióloga do instituto, Waltyane Bonfim.

O instituto lançou um alerta pedindo que as pessoas respeitem o espaço do animal e o deixem descansar.

“Tocar, afugentar, alimentar, perseguir, interagir, todas essas ações são consideradas m0lestament0 e podem prejudicar o comportamento natural do animal”, diz o alerta.

Ontem (20), o instituto lançou uma campanha para batizar o animal. As sugestões podem ser encaminhadas ate o final da manhã de hoje (21), na página do Biota, em rede social. 

Ebserh faz hoje mutirão para atender 42 mil pacientes em todo o país

Morador de Juiz de Fora vive entre escombros de casa atingida por lama

Famílias lutam para reconstruir a vida um mês depois de chuvas em MG

Por MRNEWS:

Há um mês, a vida de milhares de famílias na Zona da Mata Mineira foi completamente impactada por enxurradas, deslizamentos de terra e enchentes. Chuvas fortes se concentraram, principalmente, na noite do dia 23 de fevereiro e provocaram 73 mortes: 65 em Juiz de Fora e 8 em Ubá. 

As chuvas também deixaram um rastro de destruição que se estendeu por Matias Barbosa e municípios próximos.

No meio de tantas histórias, a de Claudia da Silva, de 71 anos, se destacou. Ela é moradora do Parque Jardim Burnier, em Juiz de Fora, e disse ter perdido 20 pessoas da família. A comunidade, que concentra pessoas de baixa renda, fica em uma encosta e teve o maior número de mortes na cidade (22).

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Morador de Juiz de Fora vive entre escombros de casa atingida por lama

Moradora do Jardim Burnier, Cláudia da Silva conta que perdeu 20 pessoas da família. Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

Quando conversou com a reportagem da Agência Brasil pela primeira vez, Claudia lidava com o luto, ao mesmo tempo em que ajudava as equipes de busca por desaparecidos. Com o passar das semanas, ela teve mais tempo para processar os acontecimentos. O cansaço e a desesperança ficaram mais profundos.

“Eu tive que procurar tratamento psicológico por conta própria. É muita coisa para a minha cabeça. Um sobrinho que sobreviveu está no CTI [centro de terapia intensiva]. Ele só tem 16 anos e teve que amputar uma perna. Estou só chorando, desesperada, sem conseguir comer direito”, disse.

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A casa em que Claudia mora com a mãe de 85 anos foi interditada pela Defesa Civil, mas ela não quis deixar o local.

“Temos medo, não dormimos direito e nos sentimos abandonadas. Ninguém dos órgãos competentes veio aqui dar apoio, oferecer uma casa, pelo menos. Não significamos nada para eles, só durante as eleições”, lamenta.

Idas e vindas

Maria da Conceição Couto Almeida, moradora do Parque Jardim Burnier, um dos bairros mais atingidos pela chuva. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

A aposentada Maria da Conceição Couto Almeida, de 62 anos, também é moradora da comunidade e disse viver uma rotina diária de deslocamentos. Durante a noite, ela se abriga na casa da filha, mas volta toda manhã para o imóvel interditado pela Defesa Civil para limpeza e manutenção.

“Você leva uma vida inteira para construir uma casa e, de repente, tem que sair assim, na correria, só com a roupa do corpo. Suspendemos tudo da nossa vida, mas não podemos abandonar a casa assim”, conta.

A situação afeta diretamente a saúde da família. O marido faz tratamento cardíaco, enquanto Maria relata agravamento da ansiedade e dificuldades para manter cuidados com a diabetes. Apesar de cadastros iniciados por equipes da prefeitura, ela diz que ainda não recebeu apoio financeiro ou habitacional.

“Recebemos apenas cesta básica de doações voluntárias. Veio pessoal da prefeitura, cadastrou todo mundo e mandaram ir no Diga [centro municipal de atendimento], mas não fui ainda. Tem lugar que as pessoas demoram 10 horas na fila. Assim, é muito difícil”, reclama.

Nilton Gusmão relata dificuldade para pagar as contas Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

O serralheiro Nilton Angelo de Gusmão, de 60 anos, mora há mais de quatro décadas no Parque Jardim Burnier. Ele diz que ficou semanas sem trabalhar, perdeu contratos e enfrenta dificuldades para manter as contas em dia.

“Eu perdi dois serviços que iam me dar R$ 4 mil em duas semanas. Chegaram as contas de luz, de água, de telefone, e eu tenho que pagar. Precisamos de ajuda, de algum auxílio financeiro para conseguir tocar a vida”, diz Nilton.

Juiz de Fora

A Prefeitura de Juiz de Fora disse que o auxílio calamidade municipal será creditado na próxima segunda-feira (23) nas contas do Cadastro Único (CadÚnico) das famílias afetadas.

Também foi divulgado um levantamento sobre os principais impactos das chuvas na cidade e as ações em curso. Desde o dia 23 de fevereiro, a Defesa Civil já registrou 6.690 ocorrências no município.

Fevereiro de 2026 foi considerado o mais chuvoso da história do município, com 763,8 mm. A maior parte foi concentrada entre 22 e 28 de fevereiro, com 316,6 mm. O recorde anterior para o mês era de 1988, com 456 mm. A média histórica de pluviosidade de fevereiro é de 173 mm.

Mais de 8,5 mil pessoas ficaram desabrigadas. O município registrou 1.008 moradias completamente destruídas e oito imóveis demolidos. Até o dia 19 de março, 170 famílias estavam hospedadas em hotéis. Desse total, 36 famílias já haviam deixado a rede hoteleira. 

Segundo a prefeitura, o acesso aos hotéis foi destinado às famílias desabrigadas que haviam sido encaminhadas inicialmente para os abrigos temporários.

A rede municipal já retomou as atividades em 101 unidades, e cinco escolas permanecem sem retorno até o momento: EM Adenilde Bispo, EM Clotilde Hargreaves, EM Antônio Faustino, EM Santa Catarina Labouré e EM Murilo Mendes.

A prefeitura diz que, no período entre 2021 e 2025, investiu R$ 26 milhões em obras de contenções e R$ 62 milhões em 16 quilômetros de redes de drenagem. Também afirma que aplicou R$ 230,6 milhões em manutenção preventiva.

Bairro Três Moinhos, um dos mais afetados pelas fortes chuvas. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

Ubá

A Prefeitura de Ubá informou, em nota, que tem dado assistência integral aos moradores mais impactados pelas chuvas. Garante que há oferta de abrigo, alimentação e acompanhamento psicológico.

E que todas as pessoas afetadas pela inundação e deslizamentos de terra estão sendo cadastradas para acesso a auxílios e benefícios dos governos federal e estadual.

Diz também que as vistorias nos imóveis atingidos pela inundação foram tratadas como prioridade. Edificações tidas como seguras estão sendo liberadas para reocupação. Imóveis que apresentam riscos estruturais permanecem interditados.

Os números da prefeitura indicam que a inundação atingiu uma área de aproximadamente 47,4 km², o que representa cerca de 11,6% do território do município. O número total de imóveis afetados ainda está em fase de consolidação.

Desde fevereiro, foram registradas cerca de 1.188 famílias desalojadas e 4.790 pessoas diretamente atingidas pela inundação. Atualmente, há duas famílias desabrigadas acolhidas em abrigo mantido pelo município.

O município informou que já foram solicitados mais de R$ 55 milhões ao governo federal para ações de recuperação e restabelecimento das áreas afetadas.

Matias Barbosa

A Prefeitura de Matias Barbosa diz que, apesar dos transtornos causados pelas chuvas, não houve registro de perdas estruturais graves, como queda de pontes, desabamentos de residências ou paralisação de serviços essenciais.

Segundo a administração municipal, foi elaborado um projeto de lei que institui auxílio financeiro municipal para moradores e comerciantes atingidos.

Os valores e critérios estão sendo definidos em conjunto entre os poderes Executivo e Legislativo. Mais de 300 famílias foram impactadas, além de cerca de 80% do comércio local.

Em visitas técnicas realizadas com representantes do Ministério das Cidades, foram identificadas necessidades de obras de contenção de encostas e medidas para prevenção de alagamentos.

Houve danos estruturais em uma Unidade Básica de Saúde, no bairro Nossa Senhora da Penha. Uma unidade móvel na praça do bairro foi montada para atendimento à população. Outra unidade móvel do município tem focado na vacinação de pessoas que tiveram contato com as águas das enchentes.

Bairro Três Moinhos, um dos mais afetados pelas fortes chuvas. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

Governo federal

O governo federal afirma ter mobilizado um conjunto de ações para atender a população e iniciar a reconstrução das áreas afetadas. Ao todo, os recursos destinados e previstos chegam a quase R$ 2 bilhões, incluindo investimentos diretos, crédito e programas habitacionais.

Uma das principais medidas é o Auxílio Reconstrução, no valor de R$ 7,3 mil por família atingida. O benefício ainda está em fase de cadastro e validação pelas prefeituras. 

Outra frente é a modalidade Compra Assistida do Minha Casa Minha Vida, voltada a famílias que perderam completamente suas casas. O programa prevê subsídio integral para aquisição de imóveis, podendo chegar a R$ 200 mil por unidade.

O pacote de medidas do governo federal inclui ações emergenciais para trabalhadores como a antecipação do abono salarial para 92,2 mil pessoas e pagamento de parcelas extras do seguro-desemprego. Também foi liberado o saque calamidade do FGTS. 

Até 19 de março, os saques somavam mais de R$ 165 milhões em Juiz de Fora e R$ 38 milhões em Ubá.

Por meio da Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil, foram aprovados mais de R$ 55 milhões para ações emergenciais e de reconstrução, incluindo limpeza urbana, recuperação de vias, contenção de encostas e restabelecimento de serviços essenciais.

Na área da saúde, foram destinados R$ 14,9 milhões para reforçar o atendimento, com envio de medicamentos, unidades móveis e apoio psicossocial às famílias.

Para educação e assistência social foram repassados R$ 4,56 milhões para recuperação emergencial de 126 escolas atingidas e R$ 770 mil para manutenção de abrigos e apoio direto às famílias.

Além disso, foram abertas linhas de crédito com condições facilitadas. Uma medida provisória liberou R$ 1,3 bilhão em crédito extraordinário, além de até R$ 500 milhões em financiamentos com recursos do Fundo Social.

Segundo o governo, as próximas etapas incluem a aprovação de novos planos pela Defesa Civil, execução de obras de infraestrutura e ampliação das políticas de habitação e assistência social.

Governo estadual

O Governo do Estado de Minas Gerais não respondeu aos pedidos da reportagem da Agência Brasil para informar ações e investimentos direcionados às famílias afetadas pelas chuvas na Zona da Mata Mineira.

GCM prende suspeito por tráfico de drogas em Brigadeiro Tobias – Agência de Notícias



20 de março de 2026

15:04

Por: Eduardo Santinon (esantinon@sorocaba.sp.gov.br)

Fotos: GCM

 

Durante patrulhamento preventivo em frente à base da Guarda Civil Municipal (GCM) no bairro de Brigadeiro Tobias, uma equipe da Corporação prendeu um homem de 26 anos de idade, por tráfico de entorpecentes, no início da tarde de quinta-feira (19). Com ele forma apreendidas 83 porções de drogas.

O acusado transitava a pé pela Avenida Bandeirantes, por volta das 12h10, ocasião que, ao perceber a presença da equipe, o alterou repentinamente sua direção, entrando em um estabelecimento comercial, o que chamou a atenção dos guardas. A equipe permaneceu em observação e, não constatando irregularidades naquele momento, retornou em direção à base.

Porém, ao se aproximarem da entrada, o mesmo indivíduo correu em direção a um ônibus, gerando suspeita. Diante do comportamento apresentado, foi realizada a abordagem. O homem ofereceu resistência, mesmo assim acabou contido.

Dentro de uma bolsa, ele carregava 23 porções de cocaína, dez de haxixe, 47 de crack e três de maconha, além de um telefone celular e R$ 0,40 em moedas. O suspeito foi conduzido ao Plantão da Polícia Civil e permaneceu preso, pelo crime em flagrante de tráfico de drogas, conforme o artigo 33 da Lei nº 11.343/06.

Ebserh faz hoje mutirão para atender 42 mil pacientes em todo o país

Por MRNEWS:

Os hospitais da Rede da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) nas regiões Norte e Nordeste participam neste sábado (21) do Dia “E”.  A ação promoverá a realização de cirurgias eletivas, consultas, exames diagnósticos e procedimentos terapêuticos, somando cerca de 42 mil atendimentos ofertados à população brasileira, priorizando atendimento à saúde da mulher.

A iniciativa faz parte do programa Ebserh em Ação, mobilização nacional que integra os 45 hospitais da Rede Ebserh em todas as regiões do país. Serão atendidos pacientes com agendamento prévio via regulação e/ou da própria unidade de saúde.

“O objetivo do maior mutirão de saúde da mulher do Brasil é reduzir as filas e o tempo de espera no Sistema Único de Saúde (SUS). A ação terá início a partir das 7h, com atendimentos em diversas especialidades”, informou a Ebserh.

Morador de Juiz de Fora vive entre escombros de casa atingida por lama

Brasileiros no Líbano relatam drama da guerra: raiva, medo e incerteza

No Nordeste, a expectativa é que o mutirão realize cerca de 19 mil procedimentos. Nos seguintes hospitais:

  • Bahia: Hospital Universitário Professor Edgard Santos e Maternidade Climério de Oliveira
  • Sergipe: Hospital Universitário de Aracaju e Hospital Universitário de Lagarto
  • Alagoas: Hospital Universitário Professor Alberto Antunes
  • Pernambuco: Hospital das Clínicas da UFPE e Hospital Universitário da Univasf
  • Paraíba: Hospital Universitário Lauro Wanderley, Hospital Universitário Alcides Carneiro e Hospital Universitário Júlio Bandeira
  • Rio Grande do Norte: Hospital Universitário Onofre Lopes, Maternidade Escola Januário Cicco e Hospital Universitário Ana Bezerra
  • Ceará: Hospital Universitário Walter Cantídio e Maternidade-Escola Assis Chateaubriand
  • Piauí: Hospital Universitário da Universidade Federal do Piauí
  • Maranhão: Hospital Universitário da Universidade Federal do Maranhão.

Já na Região Norte, cerca de três mil procedimentos devem realizados nas unidades:

  • Pará: Hospital Universitário João de Barros Barreto e Hospital Universitário Bettina Ferro de Souza
  • Amapá: Hospital Universitário da Universidade Federal do Amapá
  • Tocantins: Hospital de Doenças Tropicais da Universidade Federal do Norte do Tocantins
  • Amazonas: Hospital Universitário Getúlio Vargas
  • Roraima: Hospital Universitário da Universidade Federal de Roraima.

Segundo o Ministério da Saúde (MS), mulheres indígenas que moram em locais de difícil acesso e longe dos centros urbanos terão transporte e hospedagem gratuitos nas Casas de Apoio à Saúde Indígena (Casais).

A iniciativa será realizada nos hospitais de Boa Vista (RR), Brasília (DF), Goiânia (GO), Manaus (AM), Belém (PA), São Luís (MA), Maceió (AL), Macapá (AP), Cuiabá (MT), Araguaína (TO), Campo Grande (MS) e Dourados (MS).

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Brasileiros no Líbano relatam drama da guerra: raiva, medo e incerteza

Por MRNEWS:

Milhares de pessoas, sob chuva e frio intenso nas ruas e estradas em cidades libanesas, compõem o cenário da guerra entre Israel e o grupo político-militar Hezbollah. Em menos de três semanas, o conflito esvaziou o sul do Líbano, expulsou mais de 1 milhão de pessoas das próprias casas, deixou mil mortos e 2,5 mil feridos. 

O libanês naturalizado brasileiro Hussein Melhem, 45 anos, mora com a família na cidade de Tiro (ou Tyre), no litoral sul do Líbano, onde os combates e bombardeios são mais intensos. Ele acordou na madrugada do dia 2 de março com o prédio tremendo e deixou a cidade. 

“Estava dormindo e a minha esposa me acordou assustada. Parece um terremoto os mísseis passando por cima do prédio direto para Israel. Aí saímos de casa imediatamente apenas com um pouco de roupa”, conta.

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Em entrevista à Agência Brasil, ele diz que a situação causa raiva, muita tristeza e incertezas.

“Estamos gastando tudo que a gente tem. Não posso voltar para trabalhar. Não consigo dormir direito por causa da preocupação. O pessoal está muito bravo com tudo isso. Estão cobrando US$ 2 mil dólares por um aluguel. Minha casa própria foi bombardeada”, detalha.

O libanês-brasileiro tem uma padaria em Tiro, mas não pode mais voltar para trabalhar em razão do conflito. “No Sul, você não vê quase nenhum carro na rua. É muita destruição. Ontem bombardearam 12 pontes que acabaram com o movimento para o sul do Líbano. Tem uma ponte só”, lamenta.

Pai de três filhas de 17, 15 e 7 anos, Hussein Melhem descreve o cenário das ruas cheias de famílias forçadas a abandonarem suas casas.

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“As ruas, nem te falo, é muita tristeza. Você chora vendo as barracas, as pessoas embaixo da chuva, no frio”, contou.

No momento, ele e a família estão em uma casa emprestada por um conhecido. Porém, precisa deixar a residência em 10 dias ou começar a pagar aluguel. “Não sei o que eu vou fazer depois, estou perdido”, completa.

Medo

O brasileiro-libanês Aly Bawab, de 58 anos, está com a família no Líbano. Foto: Aly Bawab/Arquivo Pessoal 

O também brasileiro-libanês Aly Bawab, de 58 anos, reside em Manaus (AM) e viajou para o Líbano para visitar a família. Ele chegou em 28 de fevereiro, primeiro dia dos ataques de Israel e Estados Unidos (EUA) contra o Irã.

A família dele também é do Sul do país. Bawab decidiu abandonar a região depois de presenciar um edifício desmoronando após ser atingido por um míssil israelense. Atualmente, está em Beirute, onde os bombardeios são diários.  

“É dia e noite, não tem horário. Hoje tivemos alguns momentos de paz durante o dia, apesar dos aviões militares do inimigo ficarem ultrapassando a velocidade do som para fazer um tipo de explosão no ar e assustar as pessoas”, relata.

Casado com uma libanesa e pai de três filhos, Aly conta que tenta não se desesperar para passar tranquilidade para a família.

“Medo com certeza, mas você tem que manter a calma. Mas as crianças em volta sentem. No último bombardeio, que atingiu dois apartamentos em um prédio alto aqui próximo, o corpo sentiu a vibração da explosão. O corpo treme sem você ter controle”, descreve.

Aly Bawab relata que tem amigos que perderam familiares no conflito, e alguns não conseguiram sair do Sul.

“É bastante traumatizante, você vê essa situação em que você se encontra, em que as pessoas não sabem o que fazer ou quanto tempo vai durar essa guerra”, completou.

Guerra se expande no Líbano

A historiadora e professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Beatriz Bissio, avalia que Israel vem adotando no Líbano uma estratégia semelhante à aplicada na Faixa de Gaza.

“É mais ou menos uma versão libanesa do genocídio em Gaza. O que Israel está propondo é repetir o genocídio, particularmente no sul do Líbano, uma vez que frustrou-se a expectativa da liderança israelense de ter aniquilado o Hezbollah”, afirma a especialista.

Os bombardeios de Israel contra o Líbano foram intensificados com o início da guerra no Irã, depois que o Hezbollah voltou a promover ataques contra Israel, no dia 2 de março.

O Hezbollah alegou agir em retaliação aos ataques de Israel contra o Líbano nos últimos meses, e em resposta ao assassinato do líder Supremo do Irã, Ali Khamenei. Desde então, o conflito vem escalando a guerra no Oriente Médio.

Beatriz Bissio destaca que o Sul do Líbano está arrasado pelo conflito, com aldeias destruídas e colheitas paralisadas, trazendo um grande sofrimento à população civil.

“É indescritível o sofrimento da população, mas também é indescritível, no sentido inverso: a resiliência e a decisão de não abandonar essa terra. Isso porque essas populações estão lá desde tempos imemoriais, já no Império Romano eles estavam lá”, pontua.

Ataques

A Força de Defesa de Israel (FDI) disse ter atingido 2 mil alvos no Líbano desde 2 de março, alegando ter assassinado ainda 570 membros do Hezbollah.

“Como parte do esforço defensivo avançado, as tropas das FDI continuam as operações terrestres direcionadas no sul do Líbano”, diz o comunicado do Exército israelense.

Por sua vez, o Hezbollah informa diariamente que realiza ataques e lançamentos contra alvos de Israel, tanto dentro do Líbano, quanto no Norte israelense. Somente nesta sexta-feira (20), o grupo informou ter realizado 39 operações militares.

“Os mujahidin [combatentes] da Resistência Islâmica alvejaram um tanque Merkava em Baydar al-Fuqa’ani, na cidade de Taybeh, com um míssil. Eles miraram e acertaram em cheio”, diz um dos comunicados do grupo libanês.

Entenda

O conflito entre Israel e Hezbollah remonta à década de 1980, quando a milícia xiita foi criada em reação à invasão e ocupação de Israel no Líbano para perseguição dos grupos palestinos que buscavam refúgio no país vizinho.

Em 2000, o Hezbollah conseguiu expulsar os israelenses do país. Ao longo dos anos, o grupo se torna um partido político com assentos no parlamento e participação nos governos.

A atual fase do conflito entre Israel e Hezbollah tem relação com a destruição da Faixa de Gaza a partir de 2023. O Hezbollah passou a lançar foguetes contra o Norte de Israel em solidariedade aos palestinos e para desgastar a Defesa israelense. 

Em novembro de 2024, foi costurado um acordo de cessar fogo entre o grupo xiita e o governo do primeiro-ministro Benajmin Netanyahu, depois que Israel conseguiu matar lideranças do Hezbollah. Porém, Israel seguiu com ataques e bombardeios periódicos contra o Líbano, alegando atingir infraestrutura do Hezbollah, que evitava reagir.

O Líbano ainda foi atacado pelo governo de Israel em 2006, 2009 e 2011.

Oficina de Palhaçaria é atração gratuita na Biblioteca Infantil de Sorocaba na próxima quarta-feira (25) – Agência de Notícias



20 de março de 2026

15:05

Por: Eduarda Lopes (Programa de Estágio) Supervisão: Évelyn Azevedo

Na próxima quarta-feira (25), às 14h30, a Biblioteca Infantil Municipal “Renato Sêneca de Sá Fleury”, vai oferecer a Oficina de Palhaçaria, em homenagem ao dia Nacional do Circo, celebrado no dia 27 de março.

Promovida pela Prefeitura de Sorocaba, por meio da Secretaria de Cultura (Secult), a programação tem como intuito aproximar, ainda mais, a população desse equipamento cultural, que possui um rico acervo, bem como incentivar o acesso à leitura, com propostas artísticas e lúdicas.

Com o objetivo de proporcionar ao público uma experiência artística voltada ao universo circense, serão ensinadas técnicas básicas para execução de malabares e pinturas faciais para as crianças, explorando movimentos e a coordenação motora de cada participante.

A oficina é aberta ao público geral e para participar é necessário se inscrever antecipadamente pelo e-mail: eventos.bms@sorocaba.sp.gov.br. colocando o nome, idade do participante, e o nome da atividade.

A Biblioteca Infantil Municipal “Renato Sêneca de Sá Fleury” fica na Rua da Penha, 673, no Centro. Mais informações podem ser obtidas de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h, pelo telefone: (15) 3231-5723.

Dia da Síndrome de Down busca ampliar inclusão e combater preconceito

Por MRNEWS:

A Síndrome de Down, condição genética mais frequentemente associada à deficiência intelectual, é lembrada neste sábado (21), data que representa a presença de três cromossomos no par 21. 

Instituído pela Organização das Nações Unidas (ONU) como Dia Internacional da Trissomia do Cromossomo 21 (T21), o 21 de março tem o objetivo de combater o preconceito, promover a conscientização e ampliar oportunidades de inclusão, assegurando direitos fundamentais como acesso à educação, saúde e trabalho.

Respondendo por cerca de um quarto dos casos de alterações no desenvolvimento intelectual, característica presente em todos as pessoas com a síndrome, a condição não é uma doença, mas pode estar associada a algumas particularidades físicas, cognitivas e de saúde. 

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Embora seja mais conhecida como Síndrome de Down, o termo mais adequado é Trissomia do Cromossomo 21 ou T21, pois descreve a condição genética real. 

O nome é atribuído ao nome do médico pediatra inglês John Langdon Down, o primeiro a descrever clinicamente a associação dos sinais característicos das pessoas com SD, em 1866.

No Brasil, estima-se que a síndrome ocorra em aproximadamente um a cada 700 nascimentos, o que representa cerca de 270 mil pessoas. Em escala global, a incidência é de cerca de um caso a cada 1 mil nascidos vivos. 

O diagnóstico pode ser realizado durante a gestação, por meio de exames de pré-natal. Entre as características físicas mais comuns estão baixa estatura, olhos amendoados, face achatada, dedos curtos e língua proeminente.

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Características

As condições de saúde mais frequentes das pessoas com Síndrome de Down são atraso no desenvolvimento, cardiopatias congênitas, problemas auditivos, visuais e na coluna, alterações na tireoide e distúrbios neurológicos. O acompanhamento médico multidisciplinar é fundamental para a qualidade de vida.

Segundo a especialista em distúrbios do desenvolvimento Luciana Brites, do Instituto NeuroSaber, a comemoração da data é importante para a reflexão e para chamar a atenção sobre as particularidades da Síndrome de Down. 

“Isso ajuda a diminuir uma das maiores barreiras que a gente vê, que é a questão do preconceito, a questão pejorativa. Esse dia nos ajuda a falar mais e a desmistificar esse tema, trazendo informações relevantes e baseadas em evidência científica para que o conceito da acessibilidade e da inclusão seja realmente efetivo”, avalia. 

Luciana destaca que a deficiência intelectual possível em pessoas com T21 pode gerar dificuldades na aprendizagem relacionadas à linguagem, raciocínio lógico e memória, aspectos que influenciam no processo de escolarização e tornam essencial a adaptação de estratégias pedagógicas às necessidades individuais.

“O primeiro passo para fazermos a inclusão é entender o transtorno ou a deficiência com que estamos lidando. Como cada pessoa tem suas peculiaridades, diferenças, comorbidades e é muito importante compreender isso no caso da Síndrome de Down, porque também é possível que o indivíduo tenha alterações auditivas, por exemplo.”

Desenvolvimento e inclusão

A profissional ressaltou que a escola precisa entender as necessidades de cada aluno para auxiliar no crescimento e desenvolvimento com o objetivo de torná-lo um adulto autônomo e capaz de desempenhar uma função no mercado de trabalho.

“A escola vai participar do desenvolvimento acadêmico com as habilidades de leitura e escrita, adequando o ensino a cada demanda. Como a Síndrome de Down já pode ser identificada ainda na barriga da mãe, quanto mais cedo estimulamos esse bebê, melhor será a cognição e a autonomia”, disse.

Segundo a psicopedagoga, o ensino deve ser feito com adaptações e estratégias pedagógicas baseadas em evidências científicas. Um exemplo é a instrução fônica, com ensino sistemático e explícito das relações entre letras e sons, que apresenta melhores resultados a longo prazo, mesmo que seja mais lento e precise de mais repetição.

“É preciso que a alfabetização parta do desenvolvimento consistente de habilidades precursoras, que são as habilidades que estimulam o processo de alfabetização lá na frente, com abordagens multissensoriais e instruções explícitas, que trazem muito sucesso e ganhos. É muito importante acreditar que eles conseguem aprender e quanto mais aumentarmos a interação e a participação, mais eles aprenderão”.